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Política

Romeu Zema defende adoção de modelo de segurança de El Salvador no Brasil

Candidato à Presidência critica sistema de Justiça brasileiro e afirma que país tem o Judiciário mais caro do mundo

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (24) que pretende adotar no Brasil medidas de segurança inspiradas nas políticas aplicadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O ex-governador de Minas Gerais defendeu que o modelo salvadoreño pode ser adaptado à realidade brasileira para enfrentar a criminalidade.

Durante entrevista, Zema destacou que o Brasil enfrenta uma tragédia humana com índices de homicídios que ultrapassam 40 mil casos anuais. O candidato comparou a frequência das mortes à queda diária de um avião de grande porte, classificando a situação como uma normalização de uma tragédia social e econômica.

O pré-candidato defendeu o encarceramento de criminosos e criticou o modelo atual de audiências de custódia, que, segundo ele, resulta na soltura de detidos. Zema propôs que, em casos de reincidência, como em uma terceira ocorrência, o indivíduo seja preso preventivamente.

Ao ser questionado sobre possíveis excessos nas políticas de Bukele, Zema justificou sua defesa com base na melhoria da qualidade de vida em El Salvador. Ele mencionou que o avanço na segurança permitiu o retorno de mais de 300 mil cidadãos ao país latino-americano.

"O que eu vi lá foram as pessoas vivendo muito melhor. Acho que a imprensa deveria estar mostrando para os brasileiros", afirmou o candidato, citando sua visita ao país para conhecer as estratégias de segurança.

Críticas ao Judiciário e ao crime organizado

Zema também direcionou críticas ao sistema de Justiça brasileiro, classificando-o como o "mais caro do mundo". Para o ex-governador, embora o Judiciário nacional seja robusto, o sistema apresenta gargalos de lentidão e altos custos operacionais.

No que diz respeito à soberania nacional, o candidato rebateu a ideia de que o Brasil tenha sido invadido por uma nação estrangeira. No entanto, ele afirmou que cerca de um terço do território nacional teria sido entregue ao domínio do crime organizado.

O candidato também relatou experiências pessoais de insegurança, afirmando que já foi assaltado três vezes por não permanecer em gabinete durante sua atuação em Brasília. Ele reforçou o posicionamento de que o lugar de criminosos deve ser atrás das grades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.