Eduardo Girão afirma que não leva pesquisas eleitorais muito a sério em entrevista
Candidato a vice na chapa de Romeu Zema negou que levantamentos tenham influenciado desistência da disputa pelo governo do Ceará
Por Redação Diário Local
O senador Eduardo Girão, candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda-feira (24) que não leva pesquisas eleitorais "muito a sério". O parlamentar também negou que os levantamentos tenham influenciado sua decisão de desistir da disputa pelo governo do Ceará.
Girão utilizou como exemplo o pleito de 2018 para o Senado como prova da divergência entre as pesquisas e o resultado final. Segundo ele, na véspera da eleição, suas intenções de voto oscilavam entre 3% e 4%, mas o resultado nas urnas superou os 14%.
De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), Girão foi eleito naquela ocasião com 1.325.786 votos, o que correspondeu a 17,09% dos votos válidos.
Mudança de trajetória política
O senador preparava uma candidatura ao governo do Ceará, mas deixou a disputa em 4 de agosto para assumir o posto de vice na chapa presidencial liderada por Romeu Zema. Ele afirmou que aceitou o convite por considerar que o ex-governador mineiro representa um projeto alinhado às suas próprias bandeiras.
A chapa presidencial tem como propostas de governo a redução de impostos, a desburocratização e o avanço de privatizações. Girão ressaltou ainda que o Partido Novo enfrentou dificuldades para formar alianças com outras siglas durante o processo.
Após a saída de Girão da disputa estadual, o Novo anunciou inicialmente Pedro Brito como candidato ao governo cearense, que também desistiu. O partido definiu Vera Lúcia para a disputa no estado em 11 de agosto.
Estratégia de debates
Questionado sobre a ausência de Zema em debates recentes, o senador afirmou que a campanha aposta nos encontros para ampliar o conhecimento do eleitorado sobre o candidato. Ele justificou a ausência do ex-governador em um evento da Band devido a uma mudança na data da programação e a um compromisso anterior em uma sabatina.
Girão também mencionou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em discussões, classificando o atual presidente como o principal adversário da chapa. Para o senador, o uso de debates pode ajudar Zema a crescer na corrida eleitoral, citando o histórico de avanço do ex-governador nas urnas após confrontos diretos com outros candidatos.
