Ronaldo Caiado oficializa candidatura à Presidência e critica política de Lula
Em convenção do PSD em São Paulo, candidato criticou taxa de juros e chamou presidente de 'agiota maior'.
Por Redação Diário Local
Ronaldo Caiado (PSD) oficializou sua candidatura à Presidência da República neste domingo (26), em convenção realizada na região central de São Paulo. Durante o evento, o ex-governador de Goiás criticou a política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu uma proposta de terceira via para o país.
Ao lado de Gilberto Kassab, definido como seu candidato a vice, Caiado questionou o endividamento do Brasil. O presidenciável referiu-se à taxa de juros definida pelo Banco Central como uma cobrança de "agiota maior" feita pelo atual presidente, além de criticar o programa Desenrola, do governo federal.
O candidato também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), embora não tenha citado o nome do parlamentar diretamente em certos momentos. Caiado utilizou o apelido "candidato Kinder Ovo" para se referir ao adversário, afirmando que o senador traz "uma surpresinha todo dia".
Segundo Caiado, a chegada do senador ao segundo turno seria benéfica para Lula. Ele também mencionou crises de imagem envolvendo o senador e a proximidade com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, afirmando que o concorrente não possui credencial para disputar o Palácio do Planalto.
A busca pela terceira via
Em seu discurso, o ex-governador enviou um recado ao eleitorado para evitar a escolha baseada na polarização política. Caiado defendeu que os cidadãos não devem optar pelos "maiores rejeitados", posicionando-se como alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que oficializou candidatura no sábado (25).
Nas últimas semanas, o candidato intensificou os ataques aos opositores. Na última sexta-feira (24), ele provocou o atual presidente em redes sociais, sugerindo que Lula evita debates sobre temas como segurança pública, saúde, educação e o combate ao crime organizado.
Composição da chapa e articulação política
A chapa do PSD será formada por Caiado e Gilberto Kassab, atual presidente do partido. Embora o PSD possua cargos no primeiro escalão do governo federal, como o Ministério da Agricultura e Pecuária, com o ministro André de Paula, Kassab prometeu manter uma postura de antagonismo.
A estratégia de incluir Kassab na chapa é vista pela equipe de Caiado como uma forma de facilitar a articulação política junto ao Congresso Nacional. A expectativa é que a liderança de Kassab no chamado Centrão ajude a ampliar a base de apoio e as condições de governabilidade em um eventual mandato.
