Rossana Camacho reassume mandato na Câmara de Marília após decisão do TSE
Vereadora retornou ao cargo nesta segunda-feira (20) após decisão do Tribunal Superior Eleitoral suspender retotalização de votos.
Por Davy Albuquerque
A vereadora Delegada Rossana Camacho (PSD) reassumiu seu mandato na Câmara de Marília nesta segunda-feira (20). O retorno ocorre em cumprimento a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu os efeitos da retotalização de votos para vereadores nas Eleições de 2024.
A retomada das atividades parlamentares acontece após uma semana de instabilidade no cargo, causada por uma sequência de ordens judiciais. A nova determinação judicial interrompe o impacto que a anulação de 4.938 votos do partido Mobiliza teria na composição da Casa.
A decisão foi proferida pelo ministro Nunes Marques, do TSE, que suspendeu a ordem anterior até que todos os recursos judiciais sejam esgotados. O processo envolve uma discussão técnica sobre a contagem de votos ocorrida no último pleito municipal.
A cerimônia de posse foi conduzida pelo presidente da Câmara de Marília, Danilo Bigeschi. Com o procedimento, a parlamentar prestou compromisso legal ao cargo pela segunda vez, após o período de afastamento decorrente das decisões anteriores.
Delegada Rossana Camacho obteve 1.436 votos no processo eleitoral e cumpre seu primeiro mandato na legislação. Durante a cerimônia, o presidente do Legislativo municipal desejou boas-vindas à vereadora e mencionou o trabalho que ela realiza em prol das mulheres.
Em declaração, a vereadora afirmou que o processo jurídico não possui ligação direta com sua pessoa ou com seu partido político. Ela ressaltou que o caso segue sob análise do Judiciário e que, até o trânsito em julgado, a situação permanece mantida.
A parlamentar defendeu a legitimidade de sua trajetória política, destacando que foi eleita, diplomada e empossada conforme os trâmites legais. Ela reforçou que já atua em prol do município há um ano e meio.
A suspensão da retotalização de votos garante, por ora, a manutenção da atual configuração das cadeiras na Câmara de Marília. O desfecho definitivo da questão depende do esgotamento das instâncias de recurso no tribunal superior.
