Samara Mineiro promete extinguir o Iges-DF e contratar 10 mil profissionais de saúde
Candidata ao Governo do Distrito Federal propõe contratação de 10 mil profissionais via concurso e ocupação de imóveis desocupados.
Por Redação Diário Local
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF), Samara Mineiro (UP), afirmou que pretende extinguir o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) caso seja eleita em 2026. Durante sabatina realizada nesta quinta-feira (20), a postulante acusou a entidade de ser responsável pela drenagem de recursos públicos e defendeu que o modelo de gestão atual não tem trazido melhorias para o setor.
Para substituir o modelo de privatização, a candidata propôs o reforço da Atenção Primária à Saúde por meio da contratação imediata de cerca de 10 mil novos profissionais via concurso público. Segundo Mineiro, a medida visa garantir o atendimento básico e evitar casos de negligência médica, sem prejudicar os profissionais que já atuam no sistema.
A candidata utilizou como exemplo a morte de uma jovem de 15 anos em Sobradinho, ocorrida após suposta negligência médica, para justificar a necessidade de mudanças na gestão sanitária. Ela afirmou que a população enfrenta filas em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, o que compromete o atendimento de trabalhadores e jovens.
Propostas para habitação e tributação
No campo da habitação, Samara Mineiro apresentou um plano baseado na função social da propriedade para combater o número de imóveis abandonados no Distrito Federal. A proposta prevê a ocupação de moradias desocupadas e sem uso, utilizando a legislação já existente para garantir o uso social desses espaços.
Para desestimular a manutenção de propriedades vazias, a postulante defendeu o aumento da tributação progressiva. A ideia é que proprietários que detêm vários imóveis desocupados paguem impostos e multas mais elevados, tornando economicamente inviável manter propriedades que não cumprem sua função social.
Segurança pública e modelo policial
Sobre a segurança pública, a candidata criticou o atual modelo, classificando-o como militarizado e alegando que a estrutura atual gera violência contra a população mais vulnerável. Ela defendeu a implementação de uma polícia de ciclo completo, responsável por todas as etapas, desde o patrulhamento até a investigação.
A proposta inclui ainda a participação de agentes em conselhos de segurança territoriais e a avaliação sobre o uso de armamentos. Mineiro argumentou que o sistema atual, alimentado por gastos elevados do Fundo Constitucional, acaba transformando o sistema prisional em um ambiente que favorece a criminalidade.
Geógrafa formada pela Universidade de Brasília (UnB) e professora da rede pública de ensino, a candidata tem trajetória ligada à Unidade Popular desde 2022. Além das propostas apresentadas, ela possui uma agenda de atividades que inclui reuniões com moradores e participação em paralisações de categorias profissionais.
