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Senado

Direita domina maioria no Senado com 49 cadeiras após eleições de domingo (4)

Grupo conservador terá 49 senadores na nova legislatura, mas fica abaixo do quórum de 54 votos exigido para impeachment de ministros do STF.

Por Redação Diário Local

O campo político de direita terá 49 senadores na composição do Senado para a nova legislatura, consolidando o domínio conservador na Casa Alta. O grupo será composto por 33 parlamentares eleitos neste domingo (4) e 16 que já possuem mandatos vigentes até 2031.

A nova maioria, embora forte, não garante o quórum necessário para processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a condenação de um magistrado, são exigidos 54 votos, o que deixa a bancada de direita cinco votos abaixo do necessário para atingir o objetivo de parte do grupo parlamentar.

Divisão de forças no Senado

O Partido Liberal (PL) liderou o pleito pelas 54 cadeiras em disputa, com 19 eleitos. O MDB ocupou a segunda posição com 7 parlamentares, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) garantiu 6 vagas.

Ao somar os recém-eleitos aos representantes que permanecem no Senado devido ao ciclo de 2022, a configuração final será de 49 senadores alinhados à direita, 27 alinhados à esquerda e 5 integrantes do centro. Entre os 27 senadores que já ocupavam cadeiras, 16 são de direita, 8 de esquerda e 3 de centro.

Poder de votação e PECs

Com 49 votos, a bancada de direita atinge o quórum exato para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que demandam 3/5 do total de 81 integrantes em dois turnos. Para aprovações por maioria absoluta, o grupo dispõe de votos que superam o mínimo de 41 necessários.

Apesar da força para mudanças constitucionais, a tentativa de avançar com pedidos de afastamento de ministros do STF esbarra na necessidade de alianças externas para atingir os 54 votos de impeachment.

Impacto na presidência do Congresso

O resultado das eleições também interfere na disputa pela presidência do Congresso, na qual Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca reeleição. O senador tem enfrentado resistência de setores da ala ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre os motivos citados para o desgaste político está a pauta da PEC do fim da escala 6x1, realizada na sexta-feira (2), dois dias antes do primeiro turno. Além disso, o senador gerou atritos ao defender o ministro Alexandre de Moraes em contextos de polêmicas envolvendo o magistrado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.