Senado vai entrar como parte em inquérito para defender mandato de Jaques Wagner
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirma que Advocacia da Casa preparará peças jurídicas para proteger prerrogativas do mandato do senador petista.
Por Diário Local
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que a Advocacia do Senado entrará como parte no inquérito do Caso Master para defender o mandato do senador Jaques Wagner (PT-BA). A decisão foi comunicada nesta terça-feira (30 de junho), após o petista ser alvo de buscas e apreensão autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre afirmou que a Advocacia do Senado está preparando as peças jurídicas necessárias para o ingresso da Casa na ação, com objetivo de reestabelecer "o bom e efetivo" exercício do mandato de Wagner. Segundo o presidente da Casa, seu papel é defender as prerrogativas dos 81 senadores.
O presidente do Senado criticou decisões do Judiciário que, conforme sua avaliação, "estão diminuindo a condição do mandato do senador". Alcolumbre também voltou a criticar o que chamou de "condenação" prévia perante a opinião pública.
Alcolumbre afirmou ter conversado "longamente" com Jaques Wagner na última semana e disse que "restabeleceu a relação" que tinha com o petista. Os dois estavam distanciados desde 2025 em razão da indicação de Jorge Messias ao Supremo.
A operação e a saída da liderança
Jaques Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado após repercussão da operação Compliance Zero, que o atingiu. Em 18 de junho, a Polícia Federal apreendeu US$ 55 mil e 33,5 mil euros em dinheiro vivo em endereços do senador em Brasília.
À época, Wagner informou que os recursos eram provenientes de diárias recebidas para viagens oficiais. No entanto, segundo levantamento de dados públicos, a quantia apreendida supera em R$ 143 mil o total de diárias que recebeu durante o mandato.
Após a operação, Jaques Wagner solicitou a anulação da decisão de André Mendonça sobre as buscas, alegando falhas no processo.
