Senador republicano pede investigação sobre negócios da família Trump
Senador John Curtis questiona se empresas de Donald Trump Jr. e pagamentos de oligarca russo geram conflito de interesses
Por Redação Diário Local
O senador republicano John Curtis solicitou ao Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, nesta terça-feira (22), uma investigação para apurar se a família do presidente Donald Trump está lucrando com o cargo. O parlamentar questiona se as atividades comerciais de parentes diretos do presidente podem gerar vulnerabilidades à segurança nacional ou a percepção de tratamento favorável a estrangeiros.
A solicitação enviada por Curtis, de Utah, foca principalmente nas empresas de propriedade de Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente. Entre os pontos de atenção, o senador citou os negócios imobiliários, a promoção de criptomoedas e o uso de plataformas de mercado de previsões por parte de Trump Jr. enquanto o pai exerce a presidência.
Um dos focos da investigação proposta é o financiamento das comemorações de casamento de Trump Jr., realizadas nas Bahamas este ano. O senador aponta pagamentos feitos pelo oligarca russo Umar Kremlev para o evento, o que já é alvo de investigações de democratas no Congresso desde a semana passada.
Em sua carta, Curtis argumenta que o acesso de entidades estrangeiras a membros da família de um presidente em exercício pode criar expectativas de favores. Segundo o parlamentar, tais relações podem comprometer a confiança no governo e criar riscos à segurança do país.
A defesa da família Trump
A família Trump tem negado a existência de conflitos de interesses e defende a legalidade de seus negócios. Os defensores do presidente afirmam que as atividades são geridas por meio de um fundo fiduciário administrado pelos filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump.
Na última semana, o presidente Donald Trump afirmou que seu filho está realizando o reembolso dos valores pagos pelo oligarca russo, mas não detalhou como o processo ocorre. Representantes de Donald Trump Jr. não responderam aos pedidos de comentário sobre o caso.
Tramitação no Senado
O presidente do Comitê Judiciário, Chuck Grassley, afirmou a jornalistas que avaliará o pedido com seriedade. Contudo, ele alertou que o processo de decisão deve ser demorado, sem que haja expectativa de uma resolução antes das eleições de meio de mandato, que ocorrem no dia 3 de novembro (3).
Um porta-voz do comitê confirmou o recebimento da carta, mas ressaltou que o prazo para o agendamento de audiências ainda este ano é extremamente limitado. O movimento de Curtis ocorre em um momento de fragmentação interna no partido republicano, com outros parlamentares adotando posturas críticas às pautas do presidente.
