Diário Local
Tribunal de Contas

Tribunal de Contas do Rio tem 1.759 servidores com pagamentos brutos acima do teto

Dados da folha de julho apontam que o montante bruto recebido por servidores superou o limite constitucional de R$ 46,3 mil

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) registrou que 1.759 servidores receberam créditos brutos superiores ao teto constitucional de R$ 46.366,19 na folha de julho. O montante bruto considerado no registro inclui a soma de remuneração, verbas remuneratórias, funções, abonos, férias, décimo terceiro e parcelas indenizatórias.

O volume de pagamentos acima do limite exige cautela na análise dos dados para identificar a natureza dos valores. Nem todos os casos representam pagamentos irregulares, uma vez que verbas de caráter indenizatório e certas parcelas eventuais podem ficar fora do cálculo do limite constitucional.

A legislação permite que, dependendo da origem e da fundamentação legal, determinadas parcelas não sejam aplicadas ao teto. Por isso, é necessário distinguir quem superou o valor apenas pelo recebimento de direitos como férias e décimo terceiro daqueles que tiveram a remuneração efetiva sujeita ao regime de abate-teto acima dos R$ 46,3 mil.

Análise da folha e rubricas

Outro dado relevante da folha de pagamento do órgão de fiscalização refere-se à rubrica de 'remuneração após deduções'. De acordo com os registros, 1.095 servidores apresentam valores nessa coluna que também superam o teto estabelecido para o estado.

No entanto, especialistas apontam que essa coluna específica não deve ser confundida automaticamente com o salário líquido do servidor. Ela pode reunir uma série de parcelas que não entram no cálculo constitucional do limite de gastos.

Dessa forma, o valor registrado após as deduções não indica necessariamente a remuneração que sofreria o desconto do abate-teto. A interpretação correta depende do detalhamento de cada rubrica para separar o que é salário de vantagens e indenizações.

O cenário reforça a importância da transparência sobre a aplicação de recursos dentro do próprio tribunal. É necessário destrinchar os pagamentos para identificar os maiores valores e garantir que a fiscalização do dinheiro público cumpra as regras de controle de gastos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.