Indicado para embaixador dos EUA no Brasil afirma que não se envolverá em eleição brasileira
Diplomata Daniel Perez, aprovado pelo Senado norte-americano, aguarda aval do governo brasileiro para assumir o cargo.
Por Redação Diário Local
O indicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser embaixador do país no Brasil, Daniel Perez, afirmou que não irá se envolver no processo eleitoral brasileiro. A declaração foi feita no último domingo (23) em entrevista ao canal Local 10, da Flórida.
Perez declarou que a eleição é uma decisão do povo brasileiro e que pretende trabalhar com qualquer líder que sair vitorioso no pleito de outubro. "Qualquer um que sair vitorioso do outro lado, eu acho que será o líder do Brasil e será com quem eu vou trabalhar", afirmou o diplomata.
O diplomata ressaltou que busca avançar em um caminho positivo nas negociações com Brasília. Ele mencionou a existência de um pequeno impasse atual entre as duas nações, mas destacou a importância do Brasil como o maior parceiro comercial dos Estados Unidos na América do Sul.
A indicação de Perez já recebeu aprovação do Senado norte-americano. Agora, o processo aguarda a concessão do agrément — o aval diplomático — por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Brasil está há 17 meses sem um embaixador dos Estados Unidos no país. Desde a saída de Elizabeth Bagley, em janeiro de 2025, a representação norte-americana é conduzida por um encarregado de negócios.
O governo brasileiro sinalizou que não pretende rejeitar a indicação, mas deve conceder o aval somente a partir de novembro, após o encerramento das eleições. Em agosto, o presidente Lula afirmou que o agrément só ocorreria após o período eleitoral.
A postura do governo brasileiro gerou tensões diplomáticas, levando os Estados Unidos a cancelarem o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti, atual embaixadora do Brasil em Washington.
O processo de nomeação de Perez também apresentou divergências de protocolo. A administração de Donald Trump enviou o pedido formal de agrément ao governo brasileiro após o anúncio público da indicação, o que contraria a prática diplomática usual, na qual o nome só é submetido ao Legislativo após o aval do país receptor.
