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Saúde

Prefeitura da Serra afasta profissionais após morte de jovem por meningite

Prefeitura da Serra solicitou afastamento de equipe da UPA de Castelândia para investigar atendimento de Sabrina Gomes Monteiro.

Por Redação Diário Local

A Prefeitura da Serra solicitou o afastamento dos profissionais que atenderam a jovem Sabrina Gomes Monteiro, de 25 anos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia. A medida busca investigar as circunstâncias do atendimento à paciente, que morreu em decorrência de meningite no dia 5 de setembro (5), no Hospital Dório Silva.

De acordo com o relato da família, a paciente começou a passar mal em 30 de agosto e procurou a unidade de saúde por cinco vezes antes do óbito. A mãe de Sabrina, Rosimar Fernandes, afirmou que a filha recebia medicação e era liberada após as consultas. Segundo o relato, a suspeita de meningite só foi levantada pelos médicos após o agravamento do quadro clínico.

Na sexta-feira (5), a jovem deu entrada no Hospital Dório Silva e foi internada diretamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu. A certidão de óbito apontou como causas da morte o edema cerebral e a meningite bacteriana aguda.

Em nota, o município informou que o afastamento dos profissionais é necessário para a apuração dos fatos. A prefeitura não detalhou quais medidas adicionais serão adotadas durante o processo de investigação sobre o ocorrido na UPA de Castelândia.

A família questionou a conduta da equipe médica, alegando que a gravidade da situação não foi considerada durante as consultas anteriores. Rosimar Fernandes criticou o fato de a jovem ter sido liberada mesmo após múltiplas idas à unidade, enquanto ainda permanecia consciente.

A Secretaria Estadual de Saúde registrou 746 casos suspeitos de meningite no estado até o momento. Desse montante, 209 casos foram confirmados e 52 pessoas morreram pela doença. No mesmo período do ano passado, o registro de óbitos era de 43 casos.

O infectologista Bill Bassetti explica que os sintomas da meningite podem variar conforme o tipo de bactéria, apresentando sinais fora do sistema nervoso, como dores no corpo, dores musculares, câimbras e manchas na pele. O quadro pode evoluir de forma rápida, em questão de dias ou até horas.

Em estágios posteriores, a doença pode provocar náuseas, vômitos e sonolência. Em adultos, os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras enfermidades, e a vacinação é apontada por especialistas como a principal forma de prevenção.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.