Mulher supera dois cânceres de mama e cobra melhoria em políticas públicas no DF
Fátima Rocha relata trajetória de cura após dois diagnósticos e aponta necessidade de reduzir o tempo de espera no SUS.
Por Redação Diário Local
A teóloga e psicanalista Fátima Rocha, de 63 anos, superou dois diagnósticos de câncer de mama em um intervalo de sete anos e utiliza sua trajetória para cobrar melhorias nas políticas públicas de saúde no Distrito Federal.
O primeiro tumor foi identificado em junho de 2017, aos 56 anos, durante um exame de toque na mama esquerda. Após concluir o tratamento, a paciente recebeu um novo diagnóstico em 2024, desta vez na mama direita.
Fátima relata que o segundo quadro foi mais agressivo, com o tumor crescendo 2 centímetros em menos de um mês. O tratamento para o segundo caso envolveu quatro cirurgias, incluindo mastectomia e reconstrução mamária com prótese, além de sessões de quimioterapia.
Como foi o tratamento e o acesso à saúde?
O primeiro tratamento, em 2017, foi realizado na rede privada. Já o segundo processo iniciou-se por meio de um plano de saúde e seguiu para o Sistema Único de Saúde (SUS), onde ocorreram as sessões de quimioterapia e as cirurgias necessárias.
Embora elogie a competência dos profissionais da rede pública, a paciente aponta que a espera pelo atendimento é um fator determinante no combate à doença. Segundo Fátima, a demora pode comprometer a vida de quem precisa de assistência imediata.
A psicanalista defende que o governo precisa aprimorar a gestão e a aplicação de recursos para que as mulheres não morram por falta de tratamento tempestivo. Ela ressalta que os hospitais enfrentam falta de estrutura.
Dados sobre câncer de mama no DF
O cenário da doença no Distrito Federal apresenta variações no volume de atendimentos. Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), foram registradas 832 autorizações de internação hospitalar para tratamento de câncer de mama entre janeiro e junho deste ano.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, os números demonstram uma redução nas internações para este fim. Em 2025, no intervalo de janeiro a junho, o registro foi de 1.419 internações.
Fátima também participou do documentário "Esse Outubro Não é Rosa", dirigido por Luciana Salvatore, exibido na última quinta-feira (22), no Cine Brasília. A obra aborda a realidade de pacientes que aguardam tratamento na rede pública do DF.
