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Saúde

Novas tecnologias e medicamentos avançam no combate a doenças do coração

Novos procedimentos minimamente invasivos e medicamentos baseados em RNA oferecem alternativas para reduzir riscos de infarto e arritmias.

Por Redação Diário Local

A cardiologia apresenta avanços significativos com o uso de novos medicamentos e procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos para o combate a doenças cardiovasculares. No Espírito Santo, as doenças do coração atingem cerca de 280 mil pessoas, o que representa 6,9% da população do estado.

Entre as inovações cirúrgicas, destaca-se o reparo da válvula mitral por meio de um clipe. O procedimento é realizado via cateter, introduzido pela virilha, sem a necessidade de abertura do tórax. A técnica aproxima as partes da válvula para evitar que o sangue retorne, reduzindo a sobrecarga no órgão e acelerando a recuperação.

Como funcionam as novas técnicas de cirurgia?

Além do uso do clipe para a válvula mitral, a ablação por campo pulsado (PFA) surge como alternativa para o tratamento de arritmias, como a fibrilação atrial. Diferente de métodos tradicionais, esta técnica utiliza pulsos elétricos em vez de temperaturas extremas (calor ou frio).

O uso de pulsos elétricos torna o processo mais rápido e seguro, diminuindo as chances de lesar estruturas vizinhas ao coração. Em muitos casos, a aplicação permite que o paciente receba alta hospitalar no mesmo dia do procedimento.

O que muda com os novos medicamentos de RNA?

A tecnologia de RNA tem permitido a criação de medicamentos conhecidos como "silenciadores de RNA". Eles atuam interferindo na mensagem celular responsável pela fabricação de determinadas proteínas. Um exemplo é o inclisiran, utilizado para reduzir o colesterol LDL, que pode ser administrado apenas duas vezes ao ano após a fase inicial.

No tratamento da cardiomiopatia da amiloidose por transtirretina, utiliza-se a vutrisirana. A terapia de RNA tem demonstrado eficácia na redução de mortes e eventos cardiovasculares recorrentes causados pelo acúmulo de proteínas no coração.

Estudos também investigam o uso de silenciamento de RNA para o controle de triglicerídeos e hipertensão. No campo da edição genética, uma terapia experimental ainda em fase de pesquisa busca modificar o gene PCSK9 para reduzir os níveis de LDL em até 62%.

Quais são as outras alternativas em estudo?

Medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida, tradicionalmente usados no controle da obesidade, também estão sendo incorporados em estratégias para reduzir o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e morte cardiovascular em pacientes selecionados.

Outros injetáveis, como o pelacarsen e o zerlasiran, mostram potencial para reduzir drasticamente a partícula de gordura Lp(a), determinada pela genética, com reduções estudadas entre 90% e 98%. Além disso, o campo do xenotransplante — transplante entre espécies diferentes — avança com pesquisas envolvendo porcos geneticamente modificados como potenciais doadores de órgãos para humanos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.