INPI concede patente de pó de casca de banana para tratar dermatite periestomal
Tecnologia desenvolvida pela Univás utiliza casca de banana verde para auxiliar na cicatrização de feridas ao redor de estomias.
Por Redação Diário Local
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu a patente de uma tecnologia desenvolvida na Universidade de Valença (Univás) para o tratamento da dermatite periestomal. A invenção consiste em um pó feito com casca de banana verde que atua na cicatrização de inflamações na pele ao redor de estomias intestinais.
O desenvolvimento do produto ocorreu no Programa de Pós-Graduação Profissional em Ciências Aplicadas à Saúde da Univás, em Pouso Alegre. A concessão oficial da patente acontece seis anos após o depósito original do pedido, realizado em 2020.
A dermatite periestomal é uma inflamação que atinge a pele ao redor da estomia intestinal. O quadro pode causar dor, feridas e dificuldades no uso da bolsa coletora, equipamento essencial para o cotidiano desses pacientes.
De acordo com a pesquisadora Ana Cristina da Silva, o pó utiliza o composto da casca da banana verde como princípio básico. O produto teria alta eficácia no tratamento de feridas, oferecendo alívio imediato da dor e proteção para a região afetada.
A tecnologia permite a aplicação direta na pele sem prejudicar a adesão da bolsa de estomia. Na prática, o uso do pó pode auxiliar na durabilidade do equipamento e reduzir a ocorrência de vazamentos.
O projeto buscou criar uma alternativa terapêutica que fosse eficaz e com potencial de baixo custo. O objetivo final é promover mais conforto, dignidade e qualidade de vida para quem utiliza as estomias.
Segundo a orientadora da pesquisa, a professora Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça, a carta-patente garante proteção jurídica de exclusividade. O registro facilita parcerias para que laboratórios e indústrias farmacêuticas licenciem a fórmula para produção em larga escala.
Apesar da conquista, o tratamento ainda não está disponível para consumo em farmácias, hospitais ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Não há informações sobre o registro sanitário, o preço estimado ou o prazo para que o pó chegue ao mercado de saúde.
