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Saúde

Pesquisa de sintomas na internet pode causar ansiedade e atrasar tratamento médico, alerta especialista

Busca por sintomas online pode gerar diagnósticos errados e ansiedade, além de retardar o início de tratamentos importantes.

Por Redação Diário Local

A busca por sintomas e informações sobre doenças na internet pode gerar ansiedade e atrasar o início de tratamentos médicos adequados. O hábito de pesquisar termos de saúde em mecanismos de busca, como o Google, pode levar a conclusões equivocadas e interpretações que não possuem respaldo científico.

De acordo com dados do Google, uma em cada 20 pesquisas realizadas na plataforma é relacionada à saúde. Embora o acesso rápido seja um facilitador, o volume de informações sem embasamento técnico pode ser prejudicial ao paciente.

Por que a pesquisa online pode ser perigosa?

A prática de realizar o autodiagnóstico pode elevar os níveis de preocupação de forma desnecessária. Segundo a médica Inês Bissoli, coordenadora do CTI do Hospital Badim, sintomas comuns podem ser vinculados a doenças graves nos resultados de busca, o que gera um estado de ansiedade no usuário.

Além disso, acreditar em informações incorretas pode fazer com que o paciente demore a procurar ajuda profissional. Esse atraso é crítico em condições de saúde como câncer, diabetes e hipertensão arterial (pressão alta), nos quais o diagnóstico precoce é determinante para o controle da enfermidade e para a qualidade de vida.

Outro desafio relatado é a resistência de pacientes que chegam ao consultório convencidos de diagnósticos obtidos na rede. Em alguns casos, isso leva à recusa de exames complementares ou ao questionamento de prescrições médicas baseadas em soluções encontradas na internet.

Como buscar informações com segurança?

A pesquisa na internet não é proibida, mas exige senso crítico e o direcionamento para fontes que ofereçam conteúdos baseados em evidências científicas. Quando a busca é feita de forma correta, ela pode ajudar o paciente a entender melhor sua condição e a participar das decisões sobre o tratamento.

Para garantir a qualidade da informação, recomenda-se o uso de bases de dados de instituições de saúde reconhecidas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de centros de pesquisa, escolas médicas, órgãos públicos e laboratórios farmacêuticos renomados.

O risco reside na circulação de conteúdos apresentados de forma alarmista e sensacionalista. Diante de qualquer sintoma persistente ou alteração no organismo, a orientação médica profissional é indispensável para uma avaliação completa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.