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Saúde

Reduzir 80 minutos de sono por noite pode elevar o peso e o sedentarismo, diz estudo

Estudo aponta que dormir menos por noite aumenta a circunferência da cintura e o tempo em comportamento sedentário.

Por Redação Diário Local

Reduzir o tempo de sono em 80 minutos por noite pode provocar alterações no peso e no comportamento. A conclusão é de um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, que reforça a importância de priorizar o descanso para ajudar a evitar o ganho de peso.

Para chegar aos resultados, pesquisadores analisaram dados de dois ensaios clínicos com 95 adultos que habitualmente dormiam sete horas ou mais por noite e apresentavam risco cardiometabólico aumentado. Durante o período de teste, os voluntários reduziram em pouco mais de uma hora o tempo reservado para dormir.

A restrição do sono foi associada a um ganho de peso médio de 450 gramas e a um aumento de 0,5 centímetro na circunferência da cintura. Além disso, os participantes passaram 17 minutos a mais por dia em comportamento sedentário.

Por que a falta de sono aumenta o peso?

O sono participa da regulação de processos fundamentais do organismo por meio do ritmo circadiano, que organiza a liberação de hormônios. A privação de descanso ou horários irregulares podem desorganizar o balanço hormonal.

Entre os hormônios afetados estão a grelina, que estimula a fome, e a leptina, relacionada à saciedade. Há também alterações no cortisol, hormônio que apresenta níveis mais baixos no início da madrugada. O endocrinologista Gustavo Daher, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a falta de organização do descanso prejudica o equilíbrio entre os hormônios que controlam a fome.

A fadiga causada pelo sono curto também reduz a disposição para atividades físicas. Com menos energia, os indivíduos tendem a realizar menos tarefas e a adotar comportamentos menos saudáveis do que quando descansados.

Como prevenir o ganho de peso e manter o sono saudável?

O sono deve ser considerado um dos pilares de um estilo de vida saudável, ao lado da alimentação e da atividade física. A recomendação geral é dormir entre sete e oito horas por noite, já que dormir menos de seis horas pode trazer prejuízos metabólicos e cognitivos.

Segundo o médico Gustavo Daher, a regularidade e a qualidade são essenciais. Ele alerta que tentar compensar o déficit de sono dos dias úteis durante os fins de semana não resolve o problema, pois o ritmo circadiano exige continuidade.

Outras medidas incluem evitar o consumo de cafeína e outros estimulantes próximo ao horário de dormir, além de reduzir a exposição noturna a telas de celulares, computadores e televisão, que podem interferir na produção de melatonina, hormônio que prepara o organismo para o sono.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.