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Saúde

Novo teste de DNA identifica HPV e pode substituir o Papanicolau para prevenir câncer

Novo exame molecular detecta o vírus antes de lesões e permite que mulheres com resultado negativo repitam o teste apenas a cada cinco anos.

Por Redação Diário Local

Um novo método de detecção do papilomavírus humano (HPV) está ampliando as opções de prevenção e diagnóstico do câncer do colo do útero. O teste molecular de DNA-HPV, implementado pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de substituir gradativamente o exame Papanicolau em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos.

A tecnologia permite identificar a presença do vírus antes que ocorram lesões ou que o câncer atinja estágios iniciais. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame é capaz de identificar 14 genótipos do vírus. No Espírito Santo, a rede estadual já utiliza o teste molecular por meio do exame PCR, que detecta 28 genótipos diferentes, atendendo atualmente os 26 municípios da região Sul de Saúde.

Como funciona a transição para o novo exame?

A substituição do Papanicolau pelo teste de DNA ocorre de forma estratégica. Enquanto o Papanicolau é um exame morfológico, que analisa o formato das células, o teste de DNA-HPV utiliza a biologia molecular para analisar o DNA do vírus nas células do útero. Essa diferença permite uma detecção mais precoce da infecção.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) informou que a oferta do exame molecular será ampliada para as demais regiões do Espírito Santo de maneira escalonada. A medida segue as diretrizes do Programa Nacional de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero.

No setor de saúde suplementar, a Unimed Vitória informou que o teste molecular de DNA-HPV integra o Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com cobertura prevista conforme as diretrizes regulamentares. A definição entre realizar o DNA-HPV ou a Citologia Oncótica (Papanicolau) cabe à conduta médica após avaliação do histórico de cada paciente.

Qual o intervalo para repetição do teste?

Uma das principais mudanças para o acompanhamento das pacientes é o intervalo entre os exames. Quando o resultado do teste molecular de DNA-HPV for negativo, a orientação é que o rastreamento seja repetido apenas a cada cinco anos.

No entanto, se houver detecção do vírus, o procedimento depende do tipo identificado. Caso sejam detectados os tipos 16 ou 18, que são os mais frequentemente relacionados ao câncer, a paciente deve ser encaminhada para a colposcopia. Se forem identificados outros tipos de HPV oncogênico, pode ser solicitada uma citologia reflexa (Papanicolau) para verificar alterações nas células.

Caso o resultado da citologia reflexa apresente alterações, a paciente segue para a colposcopia. Se a citologia estiver dentro da normalidade, a orientação médica é repetir o teste de DNA-HPV em um ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.