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Saúde

Oscilação na pressão arterial aumenta risco de morte e AVC, aponta estudo

Pesquisa com 57 mil pessoas mostra que oscilações na pressão sistólica e diastólica estão associadas a riscos de morte e derrame.

Por Redação Diário Local

Oscilações na pressão arterial ao longo do tempo podem estar associadas a um risco elevado de morte e de acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é resultado de uma análise realizada com mais de 57 mil participantes do UK Biobank, no Reino Unido.

O estudo acompanhou os voluntários por um período de cerca de cinco anos e avaliou como os níveis de pressão variavam entre diferentes consultas médicas. Os dados foram apresentados durante a reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, que ocorre em Milão entre os dias nesta segunda-feira (28) e nesta sexta-feira (2).

O que mostram os resultados?

Os pesquisadores observaram que o risco de morte por qualquer causa aumenta conforme a variação da pressão entre as medições se torna maior. Esse comportamento foi identificado tanto na pressão sistólica quanto na diastólica, mantendo-se mesmo após o ajuste de outros fatores, como a pressão média e os níveis de glicose no sangue.

De acordo com os dados, a cada aumento na variação da pressão sistólica, o risco de morte cresce 11%. Já no caso da pressão diastólica, o incremento no risco foi de 8%. As oscilações também apresentaram associação com o risco de AVC, com maior probabilidade de ocorrência entre pessoas que apresentaram maior variação da pressão diastólica e da pressão média ao longo do tempo.

Relação com o diabetes

A pesquisa também analisou o impacto da combinação entre a variação da pressão e os níveis de açúcar no sangue. Pessoas com diabetes tipo 2 que apresentaram maior oscilação da pressão sistólica tiveram um risco de morte quase três vezes maior em comparação com indivíduos que possuíam glicose em níveis normais e uma pressão estável.

Entre os participantes com pré-diabetes, a combinação de maior variação da pressão também foi associada ao aumento do risco. Os autores da análise ressaltam que não é possível separar completamente o efeito isolado de cada fator, uma vez que os resultados envolvem tanto a glicose quanto a pressão arterial.

Metodologia do estudo

A pesquisa incluiu 57.611 pessoas, com uma idade média de 55 anos. Todos os voluntários passaram por uma medição de pressão no início do acompanhamento e em pelo menos uma consulta posterior, permitindo aos cientistas analisar as mudanças nos valores entre as visitas.

Durante o período de acompanhamento, foram registrados 571 casos de AVC e 1.460 óbitos. Embora casos de demência também tenham sido avaliados, não houve uma associação consistente com a variação da pressão. Os especialistas destacam que o estudo aponta uma associação, mas não comprova que as oscilações causem diretamente os problemas de saúde. No entanto, indicam que acompanhar a estabilidade da pressão pode auxiliar na identificação de pessoas em maior risco.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.