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Cami Clark atua como conselheira estratégica de Dario Amodei e influencia decisões na Anthropic

Mesmo sem cargo formal, Cami Clark atua como conselheira estratégica de Dario Amodei e foi peça-chave na chegada de investidores à Anthropic

Por Redação Diário Local

Cami Clark atua como conselheira estratégica e exerce influência nas decisões de Dario Amodei, CEO da Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial do mundo. Embora não possua um cargo formal na companhia, Clark é descrita por pessoas próximas como uma figura central nos bastidores, servindo como ponto de apoio e interlocutora em eventos globais.

A presença de Clark é frequente em fóruns de alto nível, como o Fórum Econômico Mundial, onde acompanha Amodei em conversas com investidores e autoridades. Ela é apontada como responsável por conectar a Anthropic a Eric Schmidt, ex-CEO do Google, que se tornou um dos investidores iniciais da startup no início de 2021.

Segundo pessoas familiarizadas com a rotina da empresa, Clark funciona como uma "caixa de ressonância" para as ideias de Amodei. Ela utiliza sua rede de contatos para facilitar o diálogo entre o executivo e líderes do setor de tecnologia e finanças, garantindo que as propostas do CEO recebam o devido destaque.

A trajetória de Clark até o círculo de influência da Anthropic envolveu empreendimentos variados antes de sua atuação no Vale do Silício. Ela cofundou uma empresa voltada para o público feminino e, posteriormente, criou um aplicativo de dieta social que se transformou em uma startup de inteligência artificial voltada à saúde da mulher.

Ao longo de sua carreira, ela estabeleceu conexões com figuras de poder e apresentou nomes importantes do setor uns aos outros. Entre as conexões citadas, Clark teria apresentado Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, ao cofundador Greg Brockman, durante o período em que trabalhava na Leap Motion.

Propostas de investimento e governança

No início da trajetória da Anthropic, Clark tentou institucionalizar seu papel na empresa por meio de uma proposta de fundo de investimento. O projeto, chamado Mother of AGI Fund, pretendia formalizar sua participação acionária e administrar recursos de Eric Schmidt para o ecossistema de inteligência artificial geral (AGI).

A iniciativa, detalhada em um documento de 40 páginas, não avançou por não obter o apoio de outros cofundadores, como Daniela Amodei, irmã de Dario. O plano visava criar uma solução para gerenciar o envolvimento de Clark na estrutura da companhia e os investimentos do bilionário.

A Anthropic vive um momento de rápida expansão e prepara um processo de abertura de capital (IPO) que pode superar o valor de US$ 2 trilhões ainda neste outono. A empresa consolidou sua relevância com o chatbot Claude, que hoje é o principal concorrente do ChatGPT, da OpenAI.

Histórico de Dario Amodei e a fundação da Anthropic

A fundação da Anthropic, ocorrida em dezembro de 2020, foi marcada por uma dissidência na OpenAI. Dario Amodei, junto com sua irmã Daniela e outros cinco funcionários, deixou a startup anterior após tensões sobre a estrutura de comando e poder entre os fundadores.

Dario Amodei possui doutorado em neurociência computacional pela Universidade Princeton e construiu uma carreira acadêmica e técnica antes de liderar a nova empresa. Antes da Anthropic, ele atuou como pesquisador de pós-doutorado na Universidade Stanford e passou por instituições como Baidu e Google.

Durante sua passagem pela OpenAI, Amodei ajudou a liderar pesquisas sobre as chamadas "leis de escala", que sustentam a ideia de que o desempenho da inteligência artificial aumenta conforme cresce o poder computacional e o volume de dados utilizados.

A Anthropic também enfrenta desafios geopolíticos e regulatórios. Recentemente, a empresa contestou judicialmente uma classificação do governo dos Estados Unidos que a apontou como um risco para a cadeia de suprimentos, após Amodei recusar restrições sobre o uso da tecnologia Claude pelo Pentágono.

O crescimento da companhia tem gerado debates sobre a necessidade de supervisão federal. O modelo Mythos, desenvolvido pela Anthropic, é capaz de identificar vulnerabilidades técnicas, o que motivou pedidos de maior controle por parte de membros da Casa Branca para garantir a segurança dos novos modelos de inteligência artificial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.