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Tecnologia

Fazenda histórica de Barão do Café em Campinas receberá data center de inteligência artificial

Complexo na Fazenda Pau d'Alho terá investimento de US$ 500 milhões e preservará casarão histórico de Campinas

Por Redação Diário Local

A histórica Fazenda Pau d'Alho, em Campinas (SP), será o local de construção de um novo data center voltado para inteligência artificial (IA). O anúncio do empreendimento foi feito na última quinta-feira (20) pela multinacional Terranova, que planeja utilizar a área para fornecer serviços de computação em nuvem (cloud) e processamento de dados de alta capacidade.

O complexo será instalado às margens da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340). De acordo com o CEO da Terranova, Mauricio Giusti, o investimento inicial para o projeto é de 500 milhões de dólares e a estrutura poderá chegar a 400 megawatts (MW) de capacidade quando todas as etapas de construção forem finalizadas, em 2029.

Com a potência prevista, o centro de dados deve representar 40% da atual capacidade de tecnologia da informação (TI) comissionada do Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), o país possui hoje 1 gigawatt (GW) destinado ao processamento de dados.

A história da Fazenda Pau d'Alho

A propriedade possui um passado ligado ao ciclo do café e da cana-de-açúcar, tendo sido fundamental para a expansão da produção de grãos no estado de São Paulo. O local foi de propriedade de Manuel Carlos Aranha, o Barão de Anhumas, uma figura central na economia cafeeira dos séculos 18 e 19.

Segundo registros históricos, a fazenda foi fundada em 1796 como um engenho de açúcar. Ao longo dos séculos, a área passou por diferentes ciclos econômicos, incluindo a produção de café — com milhares de pés de cafeeiro registrados já no início do século 20 — e a criação de gado holandês para produção de leite.

Atualmente, o local abriga um casarão, uma senzala, uma capela e pátios que são tombados pelo município de Campinas desde 31 de maio de 2010. O casarão histórico teve participação do arquiteto Ramos de Azevedo em sua última ampliação.

Preservação e contrapartidas

A multinacional afirmou que os imóveis tombados serão preservados e que existem tratativas com a Prefeitura de Campinas para que sejam restaurados. A empresa busca integrar o novo legado tecnológico ao patrimônio histórico da região.

Como contrapartida para a aprovação do projeto, a Terranova deverá construir um parque público, vias e uma estação de tratamento de esgoto. O objetivo é que a infraestrutura de IA coexista com o reconhecimento do passado histórico da fazenda.

Foco em inteligência artificial e nuvem

O novo centro de dados terá como objetivo atender grandes empresas de tecnologia. A estrutura será utilizada para oferecer serviços de computação em nuvem (cloud), aplicações diversas e, principalmente, suporte para o desenvolvimento de inteligência artificial (IA).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.