Departamento de Justiça dos EUA encerra investigação sobre a CrowdStrike sem apresentar acusações
Órgão federal concluiu análise sobre acordos de distribuição da empresa de cibersegurança sem propor ações civis ou criminais
Por Redação Diário Local
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) encerrou a investigação sobre os acordos de distribuição da CrowdStrike sem apresentar acusações contra a empresa. A conclusão do processo indica que o órgão não pretende dar continuidade a ações criminais ou civis relacionadas ao caso.
A análise conduzida pelos promotores federais examinava, desde o início de 2025, a forma como a companhia de cibersegurança realizava determinadas transações comerciais. O escopo do trabalho incluía apurar o conhecimento dos executivos da empresa sobre esses negócios.
A CrowdStrike, sediada em Austin, no Texas (EUA), é uma empresa do setor de segurança digital. Em documentos regulatórios apresentados em agosto, a companhia afirmou que estava cooperando com todas as solicitações de informações feitas pelas autoridades federais.
De acordo com informações divulgadas na sexta-feira (25), advogados do Departamento de Justiça informaram a pessoas ligadas à investigação, ainda em julho, que a análise havia sido finalizada. Até o momento, os promotores do escritório do procurador federal de Manhattan não divulgaram as conclusões obtidas nem os motivos específicos para o encerramento da apuração.
A investigação teve como foco a contabilização de transações realizadas com determinados clientes. A empresa já havia revelado anteriormente que tanto o Departamento de Justiça quanto a Securities and Exchange Commission (SEC) haviam solicitado dados relacionados a esses processos.
Apesar do desfecho junto ao Departamento de Justiça, o cenário regulatório para a CrowdStrike ainda não está totalmente resolvido. A apuração conduzida pela SEC permanece em andamento e o status atual do processo ainda é desconhecido.
A decisão do Departamento de Justiça encerrou uma frente de pressão jurídica que monitorava as práticas de governança e transações da empresa desde o começo deste ano.
O caso reforça o monitoramento rigoroso sobre o setor de cibersegurança e o cumprimento de normas de transparência em transações corporativas nos Estados Unidos.
