Intel prepara processadores Nova Lake com foco em alto desempenho e grande quantidade de cache
Nova geração de processadores deve trazer modelos Core Ultra 5 com mais de 20 núcleos e tecnologia para competir com rivais de mercado
Por Diário Local
A Intel prepara o lançamento da próxima geração de processadores para desktop, a linha Nova Lake, com foco em aumentar o desempenho por meio de uma maior quantidade de cache. A expectativa é que os novos chips cheguem ao mercado ao longo de 2026, trazendo mudanças estratégicas para competir com a arquitetura da AMD.
De acordo com informações do vazamento de especificações, a empresa deve lançar modelos da linha Core Ultra 5 equipados com mais de 20 núcleos. Entre as configurações previstas, destaca-se um modelo de 125W composto por 6 núcleos de performance, 12 núcleos eficientes e 4 de baixo consumo, além de uma versão de 65W com a mesma contagem de núcleos.
A grande novidade técnica seria a inclusão do cache bLLC, uma tecnologia que visa elevar o patamar de processamento e combater diretamente as soluções de cache 3D utilizadas pela concorrência.
O que se sabe sobre o desempenho dos novos chips?
Rumores apontam que a linha Core Ultra 400 deve variar de 6 até 52 núcleos, utilizando as arquiteturas Coyote Cove e Arctic Wolf. Os processadores também devem contar com gráficos Xe3 e suporte para memórias DDR5-8000.
Em termos de velocidade, estimativas indicam um salto de 20% a 30% em single-thread (tarefa única) e um aumento entre 80% e 100% em multi-thread (múltiplas tarefas) quando comparados aos atuais modelos Arrow Lake. A adição de até 144 MB de cache bLLC seria o principal motor para esses ganhos.
A nova arquitetura também deve trazer mudanças de hardware, como a transição para o socket LGA-1954, embora o formato físico deva manter a compatibilidade com sistemas de resfriamento já existentes no mercado.
Quais são os desafios de temperatura e energia?
O aumento de potência pode exigir maior eficiência energética e sistemas de resfriamento mais potentes. O tile de computação dos modelos de topo de linha pode ultrapassar 300 mm², o que gera preocupações sobre o gerenciamento de calor.
Informações indicam que os modelos de alto desempenho, os conhecidos como versões "K", podem registrar um consumo de energia superior a 700W em carga máxima. Esse valor é significativamente alto, o que levanta discussões sobre a necessidade de coolers extremamente robustos para controlar a temperatura dos chips no final de 2026.
