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Tecnologia

Mercedes-Benz oferece caminhões por controle remoto para mineração e áreas de risco

Empresa disponibiliza tecnologias de automação e rádio controle para aumentar a segurança em áreas de risco e produtividade no agro.

Por Redação Diário Local

A Mercedes-Benz anunciou a expansão de tecnologias de automação para caminhões no Brasil, com foco em aumentar a segurança e a produtividade em setores estratégicos. As inovações incluem modelos operados por rádio controle para mineração, veículos de nível 4 autônomos para logística e mais de 1.100 unidades semiautônomas em operação no agronegócio.

As soluções visam reduzir a exposição de trabalhadores a áreas de risco, como barragens e represas de rejeitos de mineração, além de automatizar tarefas repetitivas que causam cansaço e perda de eficiência. As tecnologias são compatíveis com a linha Euro 6 da fabricante, abrangendo desde os modelos leves Accelo até os extrapesados Actros e Arocs.

Como funciona o sistema de rádio controle?

Para atividades em ambientes confinados ou de difícil acesso, a empresa oferece a instalação de um sistema de rádio controle. O operador pode comandar o veículo por meio de um joystick, permanecendo ao lado do caminhão para manobras específicas, ou operar de uma sala de controle totalmente remota por motivos de segurança.

A arquitetura eletrônica dos caminhões permite o controle à distância de funções como frenagem, aceleração, direção e troca de marchas. Segundo a fabricante, o sistema pode ser removido posteriormente, o que permite que o veículo retorne ao modo convencional para preservar o valor de revenda da frota.

Tecnologia no agronegócio e na logística

No setor agrícola, uma parceria com a empresa Grunner já disponibiliza mais de 1.100 caminhões semiautônomos no país. Os veículos são utilizados principalmente na colheita de cana-de-açúcar, onde utilizam GPS com precisão centimétrica para seguir rotas e evitar o pisoteio dos brotos da plantação.

Nesse modelo de operação, o condutor assume o comando apenas após o carregamento, realizando o transbordo para as carretas que levam a carga para as usinas. A tecnologia é descrita como uma "smart machine" que busca otimizar o trabalho pesado no campo.

Além do campo, a marca desenvolveu automação de nível 4 para logística interna em parceria com a Lume Robotics. O sistema permite que o caminhão se dirija sozinho em ambientes confinados, como ocorre em uma operação com quatro unidades do modelo Atego que interligam a produção e o centro de distribuição da empresa Ypê.

A automação nesses casos busca mitigar o risco de distração do motorista em trajetos monótonos e repetitivos em baixa velocidade. Segundo a fabricante, o uso de veículos autônomos em logística interna ajuda a manter a eficiência mesmo em manobras complexas que poderiam causar fadiga ao profissional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.