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Segurança

Ministro da Segurança da China vê IA como ameaça à segurança política e militar

Autoridade de inteligência da China alerta para riscos de espionagem e guerra cognitiva causados pelo avanço de modelos de inteligência artificial.

Por Redação Diário Local

O Ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, afirmou que a rápida expansão da inteligência artificial (IA) representa uma grave ameaça à segurança política, à cibersegurança e à defesa militar do país. Segundo o ministro, a tecnologia deve ser encarada como o principal campo de batalha da competição tecnológica global.

As declarações foram feitas em um manifesto publicado na revista estatal China Cyberspace. No documento, Chen delineou uma estratégia de linha dura para regular o setor de IA, que apresenta um crescimento acelerado em território chinês.

Em junho de 2026 (16), a China registrava mais de 500 milhões de usuários de produtos de IA. O volume de processamento de dados no país ultrapassava 140 trilhões de chamadas de tokens diariamente, conforme os dados apresentados pelo ministro.

Chen alertou que modelos de IA desenvolvidos por empresas de tecnologia dos Estados Unidos podem ser utilizados por agências de inteligência estrangeiras. O objetivo seria o roubo de segredos de Estado e a execução de uma "guerra cognitiva" contra Pequim.

O ministro destacou ainda que forças hostis podem utilizar conteúdos gerados por IA, como áudios e vídeos do tipo deepfake, além de redes de robôs automatizados. Tais ferramentas seriam usadas para produzir rumores políticos e incitar a oposição social na China.

Quais são os riscos de ataques automatizados?

Um dos pontos centrais do manifesto é a crescente corrida armamentista cibernética. Chen citou especificamente o lançamento de modelos como o Claude Mythos e o GPT-5.5-Cyber, de origem norte-americana, como tecnologias que facilitam ataques cibernéticos.

Para o ministro, esses modelos reduzem a barreira técnica para invasões, possibilitando uma era de guerra totalmente automatizada, onde sistemas de inteligência artificial combatem outros sistemas de inteligência artificial. O cenário representa riscos para a infraestrutura de informação crítica da China.

O chefe de inteligência detalhou que agências estrangeiras estariam usando robôs de varredura (crawlers) e mineração de dados para coletar segredos comerciais e dados privados de cidadãos chineses. Ele criticou a falta de consciência dos usuários domésticos ao processarem dados sensíveis em plataformas estrangeiras.

Como exemplo de vulnerabilidade, Chen citou o Lobster, uma ferramenta de agente de IA de código aberto que viralizou no início de 2026. O software apresentou falhas estruturais de segurança e vulnerabilidades de controle remoto.

Como a IA altera a guerra moderna?

O ministro observou que algoritmos agora determinam a superioridade em campos de batalha. Ele mencionou conflitos recentes envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, nos quais a IA passou de ferramenta de apoio para elemento crítico na identificação de alvos e fusão de inteligência.

Chen também criticou políticas que utilizam a segurança nacional como pretexto para impor controles tecnológicos e monopolizar padrões industriais. Segundo ele, tais ações visam interromper as cadeias globais de suprimento de IA e sufocar a inovação de nações rivais.

Qual é a estratégia de defesa da China?

Para responder às ameaças, a China planeja reformas de segurança nacional ancoradas no 15º Plano Quinquenal. A estratégia prevê a mobilização do país para superar gargalos tecnológicos em chips de ponta, softwares básicos e infraestrutura de computação.

O governo pretende implementar repositórios nacionais de recursos de dados e novas redes de infraestrutura de IA. O plano exige a liderança absoluta do Partido Comunista sobre o controle da internet e dos dados coletados.

No âmbito jurídico, a autoridade prometeu a aplicação rigorosa da Lei de Cibersegurança e da Lei Antiespionagem da China. Será criada uma estrutura para garantir a segurança de algoritmos e a proteção de dados, com foco na responsabilização de empresas do setor.

Por fim, Chen defendeu a realização de campanhas de propaganda para expor tentativas de infiltração e bloqueios tecnológicos estrangeiros. Ele apresentou a disputa pela liderança em IA como uma questão crucial para a soberania nacional chinesa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.