Donald Trump minimiza riscos da inteligência artificial e defende liderança dos EUA sobre a China
Presidente dos EUA rebate pedido de desaceleração de executivos do setor e destaca importância de vencer a corrida tecnológica.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou, neste domingo (13), os alertas sobre os riscos da inteligência artificial (IA). Trump afirmou que os EUA estão à frente da China no setor e defendeu a manutenção da liderança tecnológica do país.
A fala ocorreu durante conversa com jornalistas à margem do Irish Open. O presidente sustentou que os Estados Unidos são o país mais sofisticado do mundo em IA e que a vitória na corrida tecnológica é decisiva. Segundo ele, salvaguardas podem ser implementadas sem a necessidade de uma interrupção no ritmo de avanço.
Pedido de desaceleração no setor
O posicionamento de Trump surge após o CEO da Anthropic PBC, Dario Amodei, publicar um texto no sábado (12) pedindo que o setor desacelere o desenvolvimento da tecnologia. Amodei defendeu que o esforço exige coordenação entre empresas e em nível global.
A proposta de desaceleração foi endossada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, e por Elon Musk, à frente da xAI Corp. Amodei afirmou que sua empresa pretende implementar medidas de segurança, como o uso de avaliadores independentes, caminho que Altman também pretende seguir.
O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, classificou a segurança em IA como um problema solucionável. Hassett destacou que, embora a tecnologia avance em ritmo capaz de desafiar defesas de cibersegurança, o setor privado já está desenvolvendo novas salvaguardas.
Divisões no Congresso americano
No Legislativo dos Estados Unidos, o tema gera embates entre partidos. O senador democrata Chris Coons afirmou que a falta de conhecimento técnico no Congresso pode dificultar a regulação, enquanto o governo mantém uma postura de não intervenção.
O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, informou que os democratas da Câmara se reunirão na manhã de terça-feira (15) para discutir possíveis medidas sobre o tema. Já o presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu uma parceria entre o governo e as empresas de tecnologia para definir regras de segurança.
Por outro lado, David Sacks, copresidente do conselho consultivo de tecnologia do governo, afirmou que as empresas não precisam de autorização governamental para agir de forma responsável, ressaltando que o próprio mercado pune modelos que apresentam comportamentos imprevisíveis.
