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Paleontologia

Primeiro rastro de T. rex é descoberto em formação rochosa nos Estados Unidos

Pesquisadores identificaram sequência de pegadas de Tyrannosaurus rex na Formação Hell Creek, nos Estados Unidos.

Por Redação Diário Local

Pesquisadores identificaram o primeiro rastro conhecido deixado por um Tyrannosaurus rex (T. rex) na Formação Hell Creek, nos Estados Unidos. A sequência de pegadas foi encontrada em uma região de rochas sedimentares que abrange áreas de Montana, Wyoming, Dakota do Norte e Dakota do Sul.

A descoberta foi feita por Kent Hups, professor de ciências e pesquisador voluntário do Museu de Natureza e Ciência de Denver, durante uma expedição de pesquisa. O achado, detalhado em estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, revela evidências de como o predador se movimentava há 66,5 milhões de anos.

As pegadas medem aproximadamente 90 cm de comprimento e entre 60 cm e 75 cm de largura. A anatomia das marcas, com três dedos finos e longos, permitiu a confirmação de que o animal era um carnívoro, descartando outras espécies que habitavam a região, como o dinossauro de bico de pato Edmontosaurus.

Como o rastro foi identificado?

A identificação do rastro ocorreu após a localização inicial de duas pegadas, que posteriormente se revelaram parte de uma sequência maior. Durante as escavações, os pesquisadores encontraram uma terceira e uma quarta pegada, além de uma quinta marca localizada durante o verão de 2026.

Tyler Lyson, curador sênior de paleontologia de vertebrados do Museu de Natureza e Ciência de Denver, explicou que o tamanho e o formato das impressões foram fundamentais. O padrão de três dedos, com o dedo do meio mais comprido, é uma característica específica da anatomia do T. rex.

A preservação das marcas deve-se às condições do solo da época. O que hoje é Dakota do Norte era um ambiente de planície costeira pantanosa, onde o solo macio e lamacento permitiu que as pegadas fossem enterradas e, posteriormente, expostas pela erosão.

O que a descoberta revela sobre o dinossauro?

A sequência de pegadas permite aos cientistas estimar a velocidade de deslocamento do animal. Com base na distância entre as marcas, os pesquisadores calcularam que o T. rex caminhava a uma velocidade de cerca de 5,6 a 7 quilômetros por hora.

Embora o número seja inferior à velocidade máxima do animal, a estimativa reflete o movimento em solo úmido. O registro fornece dados inéditos sobre o comprimento da passada, que somou cerca de 4 metros para as quatro pegadas analisadas.

O Museu de Natureza e Ciência de Denver pretende coletar amostras de três das pegadas na Dakota do Norte. O objetivo é realizar análises detalhadas para obter informações sobre tecidos e possíveis impressões da pele do dinossauro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.