Segurança digital vira pilar estratégico para empresas com expansão de IA e nuvem
Debate no Febraban Tech 2026 destaca a importância do CISO e da governança para proteger ecossistemas de IA e nuvem
Por Redação Diário Local
A transformação dos ambientes corporativos e a convergência tecnológica exigem que a segurança da informação seja tratada como um pilar estratégico dos negócios. O debate sobre o papel do CISO (Chief Information Security Officer) e a necessidade de infraestruturas baseadas na confiança foi tema de discussão no evento Febraban Tech 2026.
A migração para a nuvem, a adoção de agentes de Inteligência Artificial (IA) e a conexão com múltiplos parceiros expandiram a estrutura das companhias para além do perímetro físico. Esse novo cenário de interconexão demanda operações integradas que ofereçam garantias de segurança, privacidade e governança para clientes e parceiros operacionais.
Como funciona a segurança em redes conectadas?
A complexidade das cadeias de suprimentos e o relacionamento com terceiros tornaram as jornadas de produtos dependentes de múltiplos fatores. O CISO do Santander, Leandro Granja, destacou que o perímetro de segurança deixou de ser linear para se tornar uma "teia de aranha" que se conecta a outras redes, reforçando que vulnerabilidades em qualquer ponto podem comprometer a estrutura inteira.
Nesse contexto, a preservação da soberania digital depende da capacidade de orquestrar a entrada de tecnologias emergentes. No caso da Claro Empresas, a companhia atua como um hub para conectar empresas e bancos, estruturando a integração de modelos de linguagem de terceiros com critérios de controle e higienização de dados corporativos.
A regulação, imposta por órgãos como o Banco Central, é vista pelos especialistas não como uma barreira, mas como um fator que ajuda a padronizar controles e proteger o ecossistema, viabilizando inovações globais. Essa pressão regulatória também estende as exigências de conformidade para toda a cadeia de prestadores de serviços tecnológicos.
Quais são as novas funções de liderança na área?
Para coordenar a inovação sem perder o controle dos dados, as companhias estão expandindo suas estruturas de liderança com papéis complementares ao do CISO. Na Claro Empresas, por exemplo, foi criada a figura do Chief AI Officer (CAIO), uma diretoria dedicada exclusivamente a governar e aprovar projetos de inteligência artificial.
Essa divisão permite que o CISO mantenha o foco na estratégia global de riscos e na resiliência cibernética. Já no Santander, a introdução do perfil Business Information Security Officer (BISO) atua como uma ligação direta entre as equipes de desenvolvimento de produtos e os requisitos de segurança.
Segundo Granja, a combinação de inteligência de negócios com o monitoramento contínuo permite identificar desvios funcionais que possam ser ataques cibernéticos, ajudando na preservação do faturamento. O setor também reforça a necessidade de planos de contingência para lidar com a dependência de grandes provedores de nuvem, os chamados hyperscalers.
