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Aviação

FAA revoga proibição de voos supersônicos sobre terra nos EUA para reduzir tempo de viagem

Nova regra da FAA foca no controle de ruído e busca permitir que aviões voem acima da velocidade do som sobre áreas terrestres.

Por Redação Diário Local

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) aprovou novas regras que permitem o retorno de voos supersônicos sobre áreas terrestres no país. A medida revoga a proibição estabelecida em 1973 e altera o padrão de regulamentação, que deixa de ser baseado apenas na velocidade para focar no controle do nível de ruído produzido pelas aeronaves.

O objetivo da mudança é possibilitar viagens mais rápidas, que podem reduzir o tempo de deslocamento pela metade. A agência pretende concluir a definição dos novos padrões de ruído até meados de 2027.

Como será o controle de ruído?

A nova proposta da FAA estabelece um limite de pressão sonora de 0,11 libra por pé quadrado para aeronaves que sobrevoem o território americano. Esse valor busca evitar os estrondos sônicos — ondas de choque que ocorrem quando um avião ultrapassa a velocidade do som e que, no solo, soam como explosões.

Para fins de comparação, testes realizados em Oklahoma City, em 1964, produziram ruídos de até 1,6 libras por pé quadrado. Na época, a intensidade dos estrondos causou processos judiciais e obriga a agência a indenizar moradores por danos em janelas e paredes.

Segundo o documento da FAA, o uso de técnicas de redução sonora demonstra que é possível voar acima da barreira do som sem que o impacto atinja a superfície de forma perturbadora, tornando a restrição anterior inadequada para o crescimento do setor.

Quais tecnologias podem viabilizar os voos?

Duas abordagens principais estão em desenvolvimento para tornar os novos jatos compatíveis com as normas de ruído. A empresa Boom Supersonic, sediada no Colorado, utiliza o princípio físico conhecido como "corte de Mach".

O corte de Mach consiste em voar em altitudes e velocidades específicas para que a onda de choque sofra refração para cima, devido às mudanças de temperatura e vento na atmosfera. Se executada corretamente, a técnica faz com que o estrondo sônico não chegue a ser audível no solo.

Além da iniciativa privada, a NASA opera o avião experimental X-59, desenvolvido especificamente com o propósito de reduzir a intensidade do estrondo sonoro durante o voo.

O histórico dos voos supersônicos

A era comercial dos voos supersônicos foi dominada pelo Concorde, que operou entre 1976 e 2003. Devido às restrições de ruído e custos, o avião encontrou dificuldades para operar sobre áreas terrestres na América do Norte e na Europa, limitando suas rotas a voos transatlânticos e destinos de luxo.

O modelo foi aposentado após um acidente em 2000 que resultou na morte de 113 pessoas. Agora, com a flexibilização das regras pela FAA, a indústria busca retomar a tecnologia com foco em eficiência e menor impacto sonoro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.