FAA descarta risco de segurança em falha de software do Boeing 737 Max e impulsiona ações da empresa
Decisão da agência reguladora dos EUA sobre erro em computadores de voo traz fôlego para a fabricante em busca de aprovações.
Por Redação Diário Local
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) concluiu, nesta sexta-feira (2), que uma falha de software em determinados computadores de voo do Boeing 737 Max não representa uma preocupação de segurança para as operações aéreas.
A decisão foi comunicada por um painel de revisão após análise de um erro que pode ocorrer quando um piloto precisa abortar uma tentativa de pouso. Nessas condições, o piloto automático passa para um nível mais simples de automação no controle de arfagem, o que aumenta a carga de trabalho da tripulação em comparação ao modo padrão.
Segundo a FAA, a segurança é mantida porque os pilotos preservam o controle total da aeronave e as indicações fornecidas à tripulação são claras e inequívocas. A agência informou, contudo, que avaliará a necessidade de medidas adicionais.
Próximos passos para a Boeing e companhias
A Boeing deve emitir um boletim às companhias aéreas com orientações sobre como agir caso a falha ocorra. Além disso, a agência publicará um boletim especial de aeronavegabilidade para transportadoras americanas e reguladores estrangeiros para garantir a ciência sobre as orientações da fabricante.
A fabricante afirmou que seguirá as diretrizes da FAA enquanto seus engenheiros trabalham na próxima atualização de software. A empresa também planeja trabalhar com as companhias aéreas em um procedimento que permita aos pilotos reativar o sistema automatizado de navegação se o erro acontecer.
A GE Aerospace, fornecedora do software, declarou que apoia a determinação da agência e continuará colaborando com a Boeing no desenvolvimento da atualização.
Impacto no mercado e certificações
O desdobramento positivo refletiu no mercado financeiro, com as ações da Boeing subindo 1,6%, para US$ 195,40, em Nova York. A decisão traz alívio para a busca da fabricante pela aprovação regulatória da versão Max 10, modelo que acumula anos de atraso e possui mais de 1.500 pedidos registrados.
No início da semana, o administrador da FAA, Bryan Bedford, havia sinalizado que a agência adiaria a certificação do Boeing 737 Max 10 até que se concluísse se a falha representava risco. A FAA já havia certificado a versão menor, o Max 7, em agosto, utilizando o software afetado.
Companhias como Southwest Airlines, United Airlines, American Airlines e Alaska Air informaram que não operam aeronaves com a versão de software considerada defeituosa. A United afirmou ainda que não está recebendo novas unidades com a falha, enquanto a Southwest garantiu que as entregas recentes e futuras de modelos Max 8 não terão o software problemático.
