Bovmeat projeta crescimento superior a 15% para 2026 focado em tecnologia e novos produtos
Indústria de proteína bovina planeja diversificar portfólio com linhas gourmet e investir em tecnologia para reduzir perdas fabris
Por Davy Albuquerque
A indústria de proteína bovina Bovmeat projeta um crescimento superior a 15% para o ano de 2026. A empresa especializada na produção de hambúrgueres e derivados planeja alcançar a marca por meio da expansão da distribuição, lançamento de novos produtos e investimentos em tecnologia para ampliar a presença da marca entre os consumidores.
Com 24 anos de atuação no mercado, a companhia busca diversificar seu portfólio para acompanhar mudanças no comportamento de consumo. A tendência identificada é a busca por alimentos com maior teor de proteína, praticidade e informações mais claras nos rótulos.
Entre as apostas para o novo catálogo estão linhas gourmet, opções com apelo de saudabilidade e itens porcionados. O foco é oferecer conveniência no preparo de refeições sem abrir mão da qualidade e da confiança do consumidor.
A estratégia inclui o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, como o hambúrguer de patinho, produzido exclusivamente com esse corte. A indústria utiliza o processo de ultracongelamento para a conservação de itens que não possuem conservantes ou adição de temperos.
Como serão os investimentos em tecnologia?
Para sustentar a expansão, a Bovmeat pretende destinar 2% do faturamento anual para tecnologia e melhorias produtivas em 2026. A meta é dobrar esse investimento no ano seguinte, focando na eficiência da fábrica e na produtividade.
Um dos objetivos centrais é a redução de desperdícios no processo produtivo. Atualmente, a indústria estima uma perda de cerca de 5%, causada por excesso de peso nas porções, problemas no congelamento e desvios de linha. O projeto da empresa é reduzir esse índice para próximo de zero.
Expansão para o mercado internacional
A companhia também avalia oportunidades de exportação e já recebeu contatos de países como Uruguai, Chile, Cuba e África do Sul. A meta é que, a partir de 2027, cerca de 10% da produção seja destinada ao mercado externo.
Apesar do interesse global, a empresa afirma que o Brasil continua sendo a prioridade no momento. A estratégia busca aproveitar a maior demanda mundial por proteína bovina, cenário influenciado pela redução do rebanho nos Estados Unidos.
Para garantir o fornecimento de matéria-prima, a indústria mantém parcerias e acordos de longo prazo com frigoríficos. A empresa utiliza negociações e melhorias internas para reduzir os impactos da volatilidade nos preços da arroba do boi e nos custos de produção.
