Lula critica Donald Trump em 62 ocasiões desde o início de seu terceiro mandato
Presidente brasileiro mencionou o líder dos EUA negativamente em dezenas de oportunidades, enquanto Trump citou Lula apenas 11 vezes.
Por Davy Albuquerque
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pelo menos 62 oportunidades desde o início de seu terceiro mandato, ocorrido em 1º de janeiro de 2023.
A primeira menção negativa de Lula ao líder norte-americano no período aconteceu em 18 de janeiro de 2023, quando Donald Trump ainda não havia retornado à Presidência dos EUA, cargo ocupado na época por Joe Biden.
A relação entre os chefes de Estado tem sido marcada por oscilações. A tensão institucional cresceu em 2025, no primeiro ano do segundo mandato de Trump, após o anúncio de tarifas contra produtos vindos do Brasil.
Por que a relação entre os líderes está estremecida?
O desgaste diplomático voltou a ganhar força em 2026. Em maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Em junho, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a aplicação de novas taxas sobre o Brasil. Diante desses fatos, Lula intensificou as críticas, registrando 42 menções negativas a Trump apenas nos seis primeiros meses de 2026.
Na última segunda-feira (13), o presidente brasileiro criticou a cobrança de taxas para embarcações que navegam no estreito de Ormuz. Lula classificou a prática como “pirataria” e afirmou que o governo dos Estados Unidos estaria cobrando pela segurança em uma zona de conflito provocada pelo próprio Trump.
Como Donald Trump se posiciona sobre o Brasil?
O volume de menções de Trump a Lula é significativamente menor. O presidente americano citou o brasileiro apenas 11 vezes desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.
Em julho de 2025, Trump utilizou a rede social Truth Social para anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, justificando a medida pelo tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o republicano criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro.
Apesar de momentos de aproximação, como o encontro na Assembleia Geral das Nações Unidas e diálogos por telefone em outubro de 2025, o clima voltou a ser de disputa. Em junho de 2026, Trump descreveu a relação com o Brasil como "uma bagunça" e chamou o presidente brasileiro de "muito volátil".
