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Segurança

Testemunhas dizem que marido de líder religiosa não socorreu mulher morta em incêndio no Rio

Investigação apura morte de Caroline Pinto dos Santos após explosão com etanol em ritual religioso na Zona Oeste do Rio.

Por Davy Albuquerque

Testemunhas ouvidas na investigação sobre a morte de Caroline Pinto dos Santos afirmaram que o marido de Thayane Alves, líder religiosa do ritual, não prestou socorro à vítima logo após o incêndio em um terreiro de candomblé na Zona Oeste do Rio.

O incidente ocorreu durante uma cerimônia religiosa e resultou em queimaduras em 65% do corpo de Caroline. Imagens registradas no momento da explosão mostram Gabriel Pimentel despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas, o que causou o aumento repentino das labaredas que atingiram a mulher.

A vítima foi levada ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas faleceu 25 dias depois do ocorrido. O corpo de Caroline foi sepultado no último sábado (11), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.

O que dizem os envolvidos

O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, prestou depoimento à 33ª DP (Realengo). Ele alegou que a líder religiosa Thayane Alves não havia comunicado que utilizaria materiais inflamáveis durante o ritual. Segundo o depoimento, Gabriel teria sido alertado e proibido de usar o galão de etanol, mas teria aproveitado uma distração para jogar o conteúdo no recipiente.

Em nota publicada no Instagram, Thayane Alves afirmou que o ritual tinha caráter estritamente particular e era conduzido apenas por ela e pelo marido. Ela classificou o ocorrido como um acidente inesperado e imprevisível. Na nota, a líder religiosa também afirmou que o proprietário do terreiro não teve relação com o uso do combustível.

A família da vítima contesta a segurança do procedimento. A irmã de Caroline, Carina, relatou em depoimento que a irmã confirmou a ausência de socorro de imediato. Segundo Carina, a vítima não tinha conhecimento de que haveria uso de fogo durante a cerimônia e precisou utilizar um lençol para tentar apagar as chamas no próprio corpo.

Andamento das investigações

O caso, que envolve o uso de materiais inflamáveis em ambiente fechado, está sob investigação da Polícia Civil. Embora o registro inicial tenha ocorrido na 35ª DP (Campo Grande), os trabalhos foram encaminhados para a 33ª DP (Realengo), que é a unidade responsável por seguir com a apuração dos fatos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.