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Agronegócio

Colheita do café no Brasil atinge 73% da safra com tempo seco, mas fica abaixo de 2025

Ritmo de colheita foi impulsionado pelo tempo seco, mas o avanço está atrás do registrado no mesmo período do ano passado.

Por Redação Diário Local

A colheita do café no Brasil atingiu 73% da safra 2026/27 até a terça-feira (22), segundo levantamento semanal da Safras & Mercado. O setor registrou um avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.

Apesar da aceleração recente, o ritmo de colheita segue abaixo dos patamares de 2025, quando o percentual acumulado era de 84% no mesmo período. A média histórica dos últimos cinco anos para esta época do ano é de 78%.

O café conilon (tipo canéfora) liderou o avanço, com 84% da produção já colhida. O clima seco tem favorecido o ritmo das colhedoras e o processo de secagem nos terreiros, especialmente no norte do Espírito Santo, que é o principal polo produtor da variedade.

Já o café arábica registrou 54% de avanço, um desempenho significativamente inferior aos 73% registrados no mesmo período do ano passado. O atraso é resultado de chuvas persistentes nas regiões serranas do sul de Minas Gerais e do Caparaó, no Espírito Santo, durante junho e início de julho.

O excesso de umidade durante a colheita e a secagem gera preocupação quanto à qualidade dos grãos. Segundo o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, os operadores acompanham o ritmo de beneficiamento para avaliar possíveis ajustes no tamanho da safra e no perfil sensorial das bebidas.

Como o clima afeta o mercado internacional?

O avanço da colheita tem refletido no mercado internacional, pressionando os preços para baixo. O café arábica acumulou perdas de 4,2% na última semana em Nova York, devido à expectativa de uma maior oferta de produto chegando ao mercado físico nas próximas semanas.

O analista Fernando Máximo, da StoneX, destaca que a virada na oferta é o principal fator de pressão baixista para o segundo semestre. No mercado interno, a tendência é que o aumento do volume disponível nas lavouras aumente o poder de negociação dos compradores.

Para os produtores que ainda possuem café na lavoura, a janela de tempo seco em julho é considerada estratégica para garantir a qualidade e evitar perdas por fermentação indesejada ou umidade excessiva nos grãos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.