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Agronegócio

Mudança no crédito de IBS e CBS pode encarecer insumos para o agronegócio em 2027

Nova lógica tributária torna o crédito de IBS e CBS fator determinante para a margem de lucro e negociação de insumos.

Por Redação Diário Local

A implementação do novo sistema tributário brasileiro, prevista para 2027, deve transformar a gestão de créditos de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) em um fator decisivo para a rentabilidade do agronegócio. A mudança na lógica de impostos pode fazer com que a busca pelo menor preço nominal em insumos resulte em um custo efetivo mais alto para o produtor rural.

Sob as novas regras, o custo real de um insumo passará a depender diretamente da capacidade de aproveitamento dos créditos de IBS e CBS. Isso significa que o valor final pago pelo produtor não será apenas o preço de etiqueta, mas o resultado da subtração dos benefícios fiscais recuperados na operação.

O cenário cria uma situação em que o fornecedor pode ser menos vantajoso mesmo oferecendo um preço de venda mais baixo. Se o vendedor não permitir o crédito integral das contribuições, o impacto negativo no fluxo de caixa do comprador pode anular a economia inicial feita na negociação.

A nova dinâmica exige que o setor produtivo altere sua mentalidade nas estratégias de compra e gestão financeira. O foco das negociações deve deixar de ser apenas o desembolso imediato para priorizar a composição do custo total da operação, incluindo o retorno do benefício fiscal.

Por que o menor preço pode sair mais caro?

O fenômeno ocorre porque o crédito tributário funciona como um redutor do custo efetivo. Em um cenário de preços de venda menores, mas com repasse de crédito insuficiente ou inexistente, o produtor perde a oportunidade de abater impostos em outras etapas de sua cadeia produtiva.

Dessa forma, uma compra com preço nominal superior, mas que garanta o aproveitamento total dos créditos de IBS e CBS, pode apresentar uma margem de lucro e um caixa mais saudáveis do que uma compra barata que não gera recuperação tributária.

Impacto na negociação de insumos

A competitividade entre fornecedores no agronegócio passará a ser medida pela eficiência em repassar esses créditos tributários ao longo da cadeia. A capacidade de gerar crédito para o cliente será um diferencial comercial tão relevante quanto a qualidade do produto oferecido.

Para o produtor, a seleção de parceiros comerciais exigirá uma análise técnica mais profunda. As decisões de compra precisarão considerar não apenas as tabelas de preços, mas também o impacto fiscal que cada fornecedor proporciona para a sustentabilidade financeira da lavoura ou da atividade pecuária.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.