Trump assina ordens para apoiar pecuaristas e reduzir preço da carne nos EUA
Medidas visam reconstruir rebanho, financiar pequenos frigoríficos e revisar normas de rotulagem para baixar preços.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (4) duas ordens executivas para apoiar o setor pecuário e tentar reduzir os preços recordes da carne bovina no varejo. As medidas visam reconstruir o rebanho nacional e aumentar a concorrência no processamento de carnes.
O pacote de ações inclui desde o financiamento a pequenos frigoríficos até a revisão da proteção ambiental de predadores. O governo também determinou uma análise sobre as regras de rotulagem para identificar a origem do produto de forma mais clara aos consumidores.
Por que o preço da carne subiu?
O rebanho bovino dos Estados Unidos atingiu o menor nível em 75 anos devido a secas prolongadas e incêndios florestais. A escassez de animais resultou na elevação dos preços nos supermercados para os patamares mais altos da história do país.
Para atender uma das principais demandas dos produtores, o Departamento do Interior vai avaliar a retirada ou reclassificação do lobo-cinzento e do lobo-mexicano da lista de espécies ameaçadas de extinção. A mudança busca facilitar as autorizações para o abate letal desses animais e ampliar as indenizações aos pecuaristas por perdas.
Além do controle de predadores, o governo norte-americano anunciou aportes financeiros para descentralizar o processamento de carne, setor atualmente dominado por poucas empresas. Foram destinados US$ 500 milhões para o programa SPUR, focado em pequenos frigoríficos.
Outros US$ 80 milhões serão utilizados para subsidiar inspeções e custos operacionais de estabelecimentos de menor porte. O objetivo é fortalecer a indústria regional e aumentar a competitividade no mercado de processamento.
Transparência e rotulagem
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos vai revisar a regulamentação para que a origem da carne seja informada com mais transparência. Atualmente, o uso do rótulo “produto dos EUA” é voluntário e restrito a animais que nasceram, foram criados e abatidos em território norte-americano.
As decisões ocorrem após o governo ter ampliado, na semana anterior, em 300 mil toneladas, a cota de importação de carne bovina com tarifas reduzidas. A medida visava frear a inflação, mas enfrentou resistência de produtores locais.
Os produtores argumentavam que a entrada de carne estrangeira poderia desvalorizar o gado nacional e desestimular novos investimentos no setor. O novo pacote de ordens executivas busca, portanto, acalmar a insatisfação do setor produtivo doméstico.
