Entidades do setor pedem que governo limite importação de tilápia do Vietnã em 5%
Cinco entidades do setor defendem que o governo estabeleça um teto de 5% para a entrada de tilápia do Vietnã no mercado brasileiro.
Por Redação Diário Local
Cinco entidades do setor de aquicultura defendem que o governo brasileiro estabeleça um limite de 5% para a importação de tilápia proveniente do Vietnã. O grupo propõe que essa cota seja calculada com base no volume total de tilápia consumido dentro do território nacional.
A iniciativa busca proteger a produção interna e criar barreiras para o avanço de produtos estrangeiros no mercado doméstico. As entidades argumentam que a regulamentação é necessária para manter o equilíbrio do setor de piscicultura no país.
A proposta de limitação baseia-se na relação entre o que é produzido e o que é importado. Segundo os representantes do setor, o teto de 5% garantiria que o consumo nacional não fosse drenado por excedentes de outros países.
O Vietnã é um dos principais players globais de tilápia e concorre diretamente com os produtores brasileiros. A pressão das entidades ocorre em um momento de monitoramento das movimentações do comércio exterior no setor de pescados.
O grupo de entidades não detalhou quais seriam os impactos caso a cota não seja implementada. No entanto, o setor de aquicultura sinaliza que a abertura sem limites pode comprometer a sustentabilidade econômica dos produtores locais.
Até o momento, não há uma resposta oficial do governo sobre a solicitação das entidades. O pedido de estabelecimento de cotas de importação deve passar por análises técnicas e de viabilidade comercial.
A medida defendida pelos produtores visa assegurar que a demanda brasileira seja atendida majoritariamente pela indústria nacional. O foco central é o controle sobre o volume de entrada de produtos de baixo custo em escala internacional.
O debate sobre o limite de importações reflete a tensão entre a abertura de mercados e a proteção da cadeia produtiva de proteína animal no Brasil. O desdobramento dessa pauta dependerá de negociações entre o setor produtivo e os órgãos reguladores.
