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Agronegócio

Ministério da Agricultura nega pedido de flexibilização de regras sanitárias à União Europeia

Impasse sobre controle de antimicrobianos pode suspender exportações de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro

Por Redação Diário Local

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou, nesta quinta-feira (23), que o Brasil não solicitou flexibilização das regras sanitárias da União Europeia (UE) para o controle de antimicrobianos na produção animal. O órgão informou que aguarda uma resposta conclusiva do bloco europeu sobre as normas vigentes.

O impasse comercial pode suspender as exportações brasileiras de carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro. A medida ocorre após o bloco europeu retirar o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências sanitárias no início de junho.

Segundo a pasta, o compromisso do Brasil é cumprir integralmente os padrões exigidos pelos mercados importadores. O governo ressaltou que este modelo de conformidade é o que sustenta as vendas de produtos de origem animal para mais de 150 países.

Divergência nas regras

O principal ponto de conflito nas negociações envolve a exigência europeia de comprovação prévia da implementação das medidas sanitárias. O Ministério da Agricultura classificou a cobrança como "inaceitável", alegando que ela ignora o cumprimento progressivo das regras ao longo dos ciclos produtivos.

O governo brasileiro defende que o status de exportador autorizado pela UE não gera uma liberação automática de toda a produção nacional. Para o Mapa, a autoridade sanitária local possui a confiabilidade necessária para certificar apenas os lotes que estejam devidamente aptos no momento do embarque.

Para tentar destravar a negociação, o Brasil enviou um dossiê técnico à Comissão Europeia com o objetivo de comprovar a eficiência da fiscalização nacional. O documento detalha as etapas de monitoramento, rastreabilidade, certificação oficial e fiscalização do setor.

O dossiê enviado contempla cinco cadeias produtivas distintas: carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca. O material servirá como base para as tratativas técnicas que seguem em andamento entre as autoridades.

O Ministério da Agricultura e Pecuária reafirmou que manterá o diálogo com o bloco europeu fundamentado em critérios científicos. A pasta destacou ainda a importância da transparência entre as autoridades sanitárias de ambos os lados para a resolução do caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.