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Agronegócio

Plantio de soja em Mato Grosso do Sul atinge 32% da área e supera ritmo da safra anterior

Mesmo com chuvas e interrupções no campo, semeadura em Mato Grosso do Sul já alcançou 1,56 milhão de hectares semeados.

Por Redação Diário Local

O plantio da soja para a safra 2026/2027 alcançou 32% da área prevista em Mato Grosso do Sul, totalizando aproximadamente 1,56 milhão de hectares semeados até a última sexta-feira (16). O avanço supera em 1,1 ponto percentual o ritmo registrado no mesmo período da safra anterior, informou a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) em levantamento divulgado nesta terça-feira (20).

A semeadura apresenta velocidades distintas conforme a localização geográfica das propriedades. A região sul do estado registra o maior progresso, com 39,7% de área plantada. No centro do território, o percentual é de 21%, enquanto o norte registra 18,7% de avanço.

Como as chuvas afetaram o plantio?

O avanço no campo ocorreu apesar de chuvas terem paralisado o trabalho durante boa parte da semana passada. A umidade elevada do solo impediu a entrada de máquinas nas lavouras, com a retomada das atividades ocorrendo apenas perto do fim de semana.

Além da interrupção, técnicos identificaram problemas como rompimento de estruturas de contenção de enxurradas e processos erosivos, principalmente em solos arenosos e mistos. Em Ivinhema, Angélica e Caarapó, houve episódios de chuva com vento e granizo de baixa intensidade, que causaram pequenos danos nas folhas das plantas, mas não exigiram replantio.

A entidade também registrou a presença de pragas no início do desenvolvimento da soja, com maior incidência nas regiões oeste, sudoeste e sul-fronteira, demandando medidas de controle pelos produtores.

Qual é a previsão para a produção?

A estimativa para este ciclo é de que Mato Grosso do Sul cultive 4,87 milhões de hectares de soja, o que representa um crescimento de 5,5% na área em comparação à temporada anterior. Contudo, a projeção é de que a colheita seja de 15,3 milhões de toneladas, uma queda de 8,4% em relação ao ciclo passado.

Essa redução na produção ocorre porque a produtividade média esperada é de 52,4 sacas por hectare, um recuo de 13,2% comparado à safra 2025/2026. Os cálculos são baseados na média dos últimos cinco anos da associação.

O cenário climático é um ponto de atenção. A influência do El Niño pode trazer temperaturas acima da média, ondas de calor e tempestades durante a primavera e o início do verão. Para os meses de outubro, novembro e dezembro, a previsão indica chuvas acima da média histórica em parte do estado, com acumulados entre 300 e 500 milímetros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.