Pedidos de recuperação judicial no agronegócio caem 20% no segundo trimestre de 2026
Levantamento da Serasa Experian aponta 448 pedidos de recuperação judicial no setor no segundo trimestre de 2026.
Por Redação Diário Local
O setor de agronegócio registrou uma queda de 20% no número de pedidos de recuperação judicial durante o segundo trimestre de 2026. Segundo levantamento da Serasa Experian, foram contabilizados 448 pedidos de proteção judicial no período analisado.
A retração no volume de processos indica uma mudança de tendência em relação a períodos anteriores. A queda foi observada em todo o setor, mas apresentou um recuo mais expressivo entre os produtores rurais que operam como pessoa jurídica (PJ).
O levantamento aponta que o Mato Grosso continua sendo o principal polo de registros de insolvência do agro no Brasil. O estado concentra quase um quarto de todos os pedidos de recuperação judicial do setor em todo o País.
A concentração de processos em solo mato-grossense reflete a força da produção regional, mas também a sensibilidade do estado às oscilações do mercado agrícola. O dado reforça o papel do estado como termômetro para o desempenho do agronegócio nacional.
A análise dos dados da Serasa Experian permite observar como a estrutura de crédito e as condições de mercado têm impactado os produtores. A redução de 20% no segundo trimestre sugere um movimento de estabilização após períodos de maior pressão financeira.
Embora a queda seja positiva para o setor, o número total de 448 pedidos ainda demanda atenção sobre a saúde financeira dos grandes produtores. A variação entre pessoas físicas e jurídicas mostra que o perfil de risco pode estar se concentrando em diferentes modelos de negócio.
O cenário de recuperação judicial vem sendo acompanhado de perto por analistas para identificar se a curva de insolvência realmente começou a virar. O comportamento dos produtores rurais PJ é um dos indicadores centrais para essa avaliação.
O monitoramento dos pedidos de recuperação judicial ajuda a entender a dinâmica de endividamento do setor produtivo. O levantamento serve como base para a análise do risco de crédito no agronegócio brasileiro ao longo de 2026.
