Produtores de Minas Gerais lideram produção de feijão com estimativa de 531 mil toneladas
Estado deve colher 531,6 mil toneladas de grãos, representando 18,7% do total produzido no Brasil, segundo o IBGE.
Por Redação Diário Local
Minas Gerais lidera a produção nacional de feijão, com uma estimativa de colheita de 531,6 mil toneladas. O volume representa 18,7% de toda a produção do Brasil, que deve alcançar 2,8 milhões de toneladas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em maio deste ano.
A produção mineira é impulsionada pelo uso de tecnologias, como sistemas de irrigação e beneficiamento de grãos, além do manejo técnico de produtores que combinam tradição familiar e inovação no campo.
Entre as inovações aplicadas para aumentar a eficiência é o sistema de seleção óptica por cor, utilizado para identificar impurezas e grãos contaminados durante o processamento. Essa tecnologia permite ampliar o atendimento a produtores e a capacidade de comercialização de variedades como o feijão preto, carioca e vermelho.
Como varia a produtividade no campo?
O rendimento da colheita depende diretamente do método de cultivo adotado. No sistema de sequeiro, que utiliza a palhada de milho ou soja, a produtividade média alcança cerca de 30 sacas por hectare.
Em áreas que utilizam irrigação por pivô central, os números são superiores, variando entre 50 e 60 sacas por hectare. Para garantir esses índices, produtores adotam práticas como a rotação de culturas e o respeito rigoroso à janela de plantio.
O manejo adequado evita que o excesso de chuva ou de sol prejudique a lavoura, o que pode fazer o grão brotar na vagem ou perder a qualidade comercial. O controle de pragas e doenças também é um desafio constante para manter a rentabilidade da atividade.
O papel do crédito no agronegócio
O acesso a recursos financeiros é essencial para a modernização de infraestruturas, como a construção de silos, secadores e galpões de tratamento. Nesse contexto, o Sicredi anunciou a disponibilização de R$ 72,1 bilhões para produtores rurais durante o Plano Safra 2026/2027.
O montante previsto representa um crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior, que liberou R$ 69 bilhões. Do total para o novo ciclo, R$ 27,6 bilhões serão destinados a custeio, R$ 15,4 bilhões a investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização.
A instituição também planeja conceder R$ 18 bilhões por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR) e R$ 9 bilhões em linhas de crédito em moeda estrangeira para produtores voltados à exportação. A maior parte dos recursos deve atender pequenos e médios produtores, que compõem a base da atividade no país.
