Protocolo entre Brasil e China pode unificar regras para soja e carne sem desmatamento, diz WRI
Organização propõe harmonizar critérios de monitoramento e rastreabilidade para fortalecer o comércio entre os dois países.
Por Redação Diário Local
Um protocolo de cooperação entre Brasil e China tem o potencial de unificar as regras para a exportação de soja e carne livres de desmatamento. A proposta busca harmonizar os critérios de monitoramento e rastreabilidade entre os dois países para fortalecer o comércio bilateral.
A avaliação foi realizada pelo World Resources Institute (WRI), que analisou 21 iniciativas distintas, envolvendo tanto o setor público quanto o privado. O objetivo central é criar um padrão que facilite a verificação dos produtos no mercado chinês.
Com a harmonização das regras, espera-se ampliar a confiança internacional nas exportações produzidas em território brasileiro. O alinhamento de critérios técnicos pode reduzir a burocracia no processo de conferência das commodities.
A iniciativa foca na transparência das cadeias produtivas de carne e soja, setores fundamentais para a balança comercial do país. Ao padronizar o monitoramento, os produtores brasileiros podem ter maior segurança jurídica e operacional nas vendas para a Ásia.
Atualmente, a existência de múltiplas iniciativas pode gerar complexidade para o cumprimento das exigências de sustentabilidade. O WRI defende que a unificação de padrões ajuda a evitar a fragmentação das regras de rastreabilidade.
A proposta de harmonização visa também tornar o processo de verificação mais eficiente para os órgãos de controle de ambos os lados. Isso permitiria um fluxo comercial mais ágil para os produtos que comprovadamente não utilizam áreas desmatadas.
O fortalecimento do comércio entre Brasil e China por meio de critérios sustentáveis é visto como um passo estratégico para o agronegócio nacional. A medida busca consolidar a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos com baixo impacto ambiental.
A análise destaca que a coordenação entre as políticas públicas e as práticas do setor privado é essencial para o sucesso do protocolo. A integração de dados de monitoramento é apontada como um dos pilares para garantir a integridade das exportações.
