Uisa projeta moagem de 7,8 milhões de toneladas de cana com foco em irrigação
Empresa prevê aumento de safra e tem R$ 3 bilhões em investimentos planejados, mas aguarda cenário macroeconômico favorável
Por Redação Diário Local
A Uisa projeta a moagem de 7,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e planeja expandir suas áreas de irrigação. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, José Mazuca, que também destacou a receita de R$ 1,86 bilhão alcançada pelo grupo.
Apesar do desempenho financeiro e da expectativa de uma safra maior, o avanço em outros segmentos, como o etanol de milho, ainda enfrenta limitações. Segundo o executivo, o setor aguarda um ambiente de mercado mais favorável para que novos crescimentos ocorram.
A companhia possui um planejamento robusto que totaliza R$ 3 bilhões em investimentos previstos. No entanto, os projetos seguem aguardando mudanças no cenário macroeconômico para serem retirados da fase de planejamento e executados.
A estratégia atual do grupo foca no fortalecimento da produção de cana por meio da ampliação da irrigação. O objetivo é garantir o volume de moagem projetado para o período e aumentar a eficiência produtiva.
O que impede o avanço do etanol de milho?
O crescimento na produção de etanol de milho depende de condições externas que ainda não se consolidaram. De acordo com o CEO da empresa, falta o ambiente econômico adequado para que esse segmento ganhe tração.
A cautela da empresa reflete a necessidade de maior previsibilidade no mercado para viabilizar novos aportes. Enquanto o cenário macroeconômico não apresenta sinais de estabilidade ou de condições mais propícias, os grandes projetos de expansão permanecem suspensos.
O foco temporário em cana-de-açúcar busca assegurar a base de receita da companhia. Ao priorizar a irrigação e a moagem, a empresa tenta mitigar riscos e manter a operacionalidade de seus principais ativos.
Os R$ 3 bilhões reservados para investimentos são vistos como fundamentais para o futuro da gigante do setor sucroenergético. A implementação depende, portanto, de uma evolução nas variáveis que compõem a economia nacional e global.
