Piloto radicado em Juiz de Fora estreia na Stock Car em Mogi Guaçu no dia 24
Carlos Gomes encara o desafio de se adaptar ao nível técnico da categoria e ao novo carro durante a etapa em Mogi Guaçu
Por Davy Albuquerque
O piloto Carlos Gomes, radicado em Juiz de Fora, estreia na Stock Car no próximo dia 24, em Mogi Guaçu. A competição representa o maior passo da carreira do competidor no automobilismo, que terá o desafio de se adaptar rapidamente ao nível técnico da categoria, ao carro e à pista.
Gomes relatou que o principal objetivo nesta fase é ser competitivo e controlar a ansiedade para minimizar erros. Ele explicou que, na Stock Car, os carros possuem mecânica muito similar entre si, o que exige que a habilidade do piloto seja o fator decisivo para o desempenho.
Como funciona a dinâmica da categoria?
Diferente de categorias como a Fórmula 1, onde há grandes distinções de motores e câmbios entre equipes, na Stock Car os equipamentos são muito parecidos. Segundo o piloto, as diferenças residem no acerto técnico, como ajustes de câmbio, rotação de marchas, diferencial, pneus e cambagem.
Essa similaridade transforma o acerto do carro em um desafio central, especialmente para quem ingressa no meio da temporada. O piloto destacou que precisará trabalhar intensamente com a equipe para extrair o máximo de desempenho do veículo em uma pista que ainda não conhece.
A estrutura de apoio para um piloto da categoria é robusta. Uma equipe de Stock Car pode mobilizar quase 50 pessoas para atender de dois a três pilotos, envolvendo desde mecânicos e engenheiros até equipes de hospitalidade e filmagem.
Rotina entre o esporte e a gestão empresarial
Além das pistas, Carlos Gomes mantém uma rotina de empresário à frente da Controap, localizada no Parque Sul, em Matias Barbosa. A empresa possui cerca de 70 funcionários e realiza exportações para mais de 15 países na América do Sul e Central.
O piloto divide seu tempo entre as duas atividades, afirmando que 80% de sua rotina é dedicada à gestão empresarial e 20% ao automobilismo. No entanto, essa proporção se inverte totalmente nas semanas de competição, quando o foco passa a ser integralmente as corridas.
O custo para manter a participação em uma temporada é de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Para financiar a trajetória, o piloto conta com patrocinadores de alcance nacional e apoio de uma empresa de contabilidade de Juiz de Fora.
