Renault vende fábrica de motores de Fórmula 1 para grupo belga Dumarey
Negociação com o grupo belga Dumarey mantém cerca de 150 empregos na unidade de Viry-Châtillon
Por Redação Diário Local
A Renault concluiu a venda de sua fábrica em Viry-Châtillon, unidade responsável pelo desenvolvimento e produção de motores de Fórmula 1, para o Grupo Dumarey nesta quinta-feira (22). A transação para a empresa belga especializada em sistemas de propulsão deve garantir a manutenção de cerca de 150 empregos no local.
Os valores envolvidos na negociação não foram anunciados pelas partes. A decisão ocorre após a montadora francesa confirmar, ainda em 2024, que não daria continuidade ao desenvolvimento de unidades de potência para a categoria.
A movimentação impacta diretamente a Alpine, equipe pertencente ao grupo francês que utiliza motores da Renault. A partir de 2026, a escuderia passa a atuar como cliente da Mercedes na Fórmula 1.
Segundo os envolvidos no acordo, o objetivo da venda é criar oportunidades para o fornecimento de conhecimento técnico sobre motores de Fórmula 1 para outras equipes de corrida no futuro.
Impacto na estratégia da categoria
A saída da Renault do desenvolvimento direto de motores encerra um ciclo de influência técnica na categoria. A unidade de Viry-Châtillon foi o centro de tecnologia que sustentou títulos importantes da marca nas últimas décadas.
O Grupo Dumarey, agora proprietário da unidade, focará na aplicação desse saber técnico em novos cenários de competição. O movimento busca transformar a infraestrutura da fábrica em um polo de serviços para o automobilismo.
Histórico de títulos e inovação
A trajetória da Renault na Fórmula 1 é marcada por conquistas de peso. A marca foi bicampeã do Mundial de Pilotos e do Mundial de Construtores nos anos de 2005 e 2006.
Além de suas próprias equipes, a montadora atuou como fornecedora de sucesso para outras escuderias. A Renault forneceu motores que levaram Williams, Benetton e Red Bull a conquistarem o título de Mundial de Construtores em diferentes anos.
A marca também detém o pioneirismo tecnológico na categoria. O primeiro motor turbocomprimido a vencer uma prova de Fórmula 1 foi desenvolvido pela Renault, com vitória de Jean-Pierre Jabouille no GP da França de 1979.
