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Distrito Federal

Programa de acolhimento familiar no DF prioriza retorno de crianças às famílias de origem

Iniciativa do Grupo Aconchego e Sedes-DF oferece alternativa aos abrigos enquanto a Justiça avalia a situação de crianças e adolescentes.

Por Redação Diário Local

O programa Família Acolhedora, no Distrito Federal, tem como prioridade o retorno de crianças e adolescentes às suas famílias de origem. A iniciativa oferece uma alternativa ao modelo de abrigos coletivos, permitindo que o jovem participe da rotina de um lar enquanto a Justiça avalia o caso.

Executada pelo Grupo Aconchego, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a ação atende jovens afastados dos responsáveis por motivos como abandono, negligência ou maus-tratos. O acolhimento é temporário e visa garantir um ambiente seguro e afetuoso durante o processo judicial.

Como funciona o acolhimento familiar?

Diferente dos abrigos, onde o cuidado é dividido entre profissionais e a convivência é coletiva, o acolhimento familiar permite que a criança integre o dia a dia de uma casa. Segundo a assistente social Leidiane dos Santos Costa, a equipe avalia como os pais podem recuperar as condições de cuidar dos filhos, incluindo o acesso a tratamentos em casos de dependência química.

A equipe também busca identificar parentes, como avós e tios, que possam assumir os cuidados antes que o processo de adoção seja considerado. A adoção é vista como o último recurso, acionada apenas quando todas as alternativas de manutenção do vínculo familiar se esgotam.

O tempo de permanência na casa acolhedora varia conforme a necessidade. Existem casos emergenciais, que exigem o afastamento imediato do convívio familiar por risco iminente, e outros que ocorrem por determinação judicial. Para lidar com a natureza temporária do serviço, as famílias passam por uma preparação para enfrentar o momento da despedida e da transição.

Resultados e estatísticas no DF

Entre 2022 e outubro de 2026, o programa atendeu 241 crianças e adolescentes no Distrito Federal. Dos desfechos informados, a maioria (55,2%) correspondeu ao retorno aos familiares, totalizando 95 reintegrações. O percentual de adoções foi de 44,8%, com 77 casos registrados.

O acompanhamento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais, motoristas e profissionais administrativos. O objetivo é orientar tanto os cuidadores quanto as famílias de origem, acompanhando as necessidades de ambos os lados durante o período de acolhimento.

Como podem participar voluntários?

Pessoas maiores de 18 anos que residam no Distrito Federal podem se candidatar ao programa. Todas as configurações familiares são aceitas, inclusive pessoas solteiras, desde que tenham disponibilidade afetiva e condições de cuidar de crianças ou adolescentes de 0 a 18 anos.

Um critério essencial é que os interessados não tenham a intenção de adotar, visto que o caráter do serviço é o cuidado temporário. O processo de seleção inclui manifestação de interesse, entrevistas com assistentes sociais e psicólogos, avaliação das condições familiares, visita domiciliar e capacitação obrigatória.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.