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Segurança

Áudio de investigação mostra advogada cobrando R$ 500 para levar mensagens de facção criminosa

Investigação sobre ataques na Serra revela que advogadas eram usadas para repassar ordens de líderes presos em presídios.

Por Redação Diário Local

Um áudio obtido pela Polícia Civil revela que uma das advogadas presas durante investigação sobre ataques a distribuidoras de bebidas na Serra, no Espírito Santo, cobrava R$ 500 para transportar mensagens de uma facção criminosa. As conversas faziam parte da comunicação entre líderes detidos e criminosos que atuam em liberdade.

No conteúdo gravado, a advogada Laís Santos de Paula detalha os valores cobrados para levar mensagens após os atendimentos nos presídios. Ela explicou que, ao realizar uma única viagem para atender dois locais, conseguiria fazer o serviço por R$ 500,00, unificando os custos das visitas à unidade de segurança máxima e ao presídio provisório.

Laís afirmou ainda que realizava esse tipo de atividade há bastante tempo, desde o período da pandemia, quando o uso de cartas para comunicação de criminosos começou. O material foi utilizado pela Polícia Civil para embasar o inquérito que apura a estrutura de comando do grupo.

De acordo com o chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, o líder da facção, Pedro Cortes Falcão, conhecido como Pedrinho, continuava comandando a organização criminosa mesmo de dentro da unidade prisional. Ele utilizava as advogadas para o repasse de recados, cartas e ordens para a execução de homicídios.

A segunda advogada presa no caso é Monique Lopes Guerra. Segundo a Polícia Civil, ela teria utilizado o exercício da profissão para intimidar um homem que era responsável por monitorar o local onde ocorreria um dos ataques planejados pelo grupo.

A investigação identificou, ao todo, 13 envolvidos entre executores, articuladores e integrantes da estrutura da facção. Todos os investigados foram indiciados e presos, e dois adolescentes também responderão por atos infracionais pelo envolvimento no esquema criminoso.

Os ataques investigados ocorreram em distribuidoras de bebidas localizadas nos bairros Maringá e Bairro das Laranjeiras, na Serra. O objetivo do grupo era assassinar integrantes de uma facção rival, mas os criminosos erraram os alvos durante as ações.

O erro nos alvos resultou na morte de Luiz Gustavo, Mislene e Wagner no ano passado. Segundo as autoridades, as três vítimas eram inocentes e não possuíam qualquer envolvimento com atividades ilícitas. As investigações concluíram que as ordens para os ataques foram emitidas de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima 1, em Viana.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.