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Segurança

Advogado acusa policiais militares de agressão em Ribeirão Preto

Marco Antônio de Souza afirma ter sido agredido e teve carteira digital da OAB recusada por tenente durante ocorrência

Por Diário Local

O advogado Marco Antônio de Souza, de 46 anos, acusa policiais militares de agressão durante uma ocorrência no bairro do Ipiranga, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu na noite de quinta-feira (9).

Segundo o relato do profissional, ele foi até o local para atender um cliente que estava sendo abordado pela Polícia Militar na Rua Rio Formoso. Marco Antônio afirma que se identificou como advogado e apresentou a carteira digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas o documento teria sido recusado por um tenente.

O advogado alega que o policial afirmou que a carteira digital teria sido produzida por Inteligência Artificial (IA), o que iniciou um desentendimento. Ele também relatou que, durante a abordagem, o tenente o ameaçou com uma multa por suposta embriaguez ao volante, apesar de o advogado afirmar que seu filho conduzia o veículo.

O que dizem os policiais militares

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe de policiais militares afirmou que Marco Antônio de Souza utilizou palavras de baixo calão e não interrompeu as ofensas mesmo após ser alertado. Por esse motivo, os agentes relataram ter dado voz de prisão ao profissional por desacato.

Os policiais também declararam que o advogado resistiu à prisão e caiu ao solo, momento em que foi contido e algemado. Segundo os agentes, as lesões sofridas no rosto e em outras partes do corpo foram causadas pela queda durante a ação.

Em depoimento, os policiais afirmaram ainda que o profissional não se apresentou como advogado nem mencionou o exercício da profissão até o momento em que foi algemado. Os agentes relataram também que o homem apresentava sinais de estar sob efeito de bebida alcoólica e pediu que retirassem a farda para resolver a situação de forma particular.

A posição da OAB

A Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB de Ribeirão Preto manifestou apoio ao advogado e afirmou não tolerar violência ou desrespeito ao exercício da advocacia. A entidade informou que a Comissão de Prerrogativas acompanhou o caso desde o início para garantir os direitos do profissional.

Diante do ocorrido, a OAB solicitou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) e de um procedimento interno. A instituição também confirmou que acompanhará o inquérito da Polícia Civil e que se reuniu com o Comando da Polícia Militar para reforçar o respeito às prerrogativas profissionais, incluindo a validade da carteira digital da Ordem.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.