STF concede liberdade para Márcio Canella e policial militar preso em operação da PF
Ministro Alexandre de Moraes determinou a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo e de um policial após prisão durante a Operação Unha e Carne
Por Diário Local
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto na noite desta sexta-feira. Canella, que é pré-candidato ao Senado, havia sido preso em flagrante durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal.
A prisão de Canella ocorreu após a apreensão de um fuzil na mala do carro do político durante a ação policial. Em sua defesa, o ex-prefeito afirmou que a arma não lhe pertencia. Na residência do investigado, os agentes federais apreenderam munições, outras armas e relógios de luxo.
Após a ratificação da prisão em audiência de custódia, Canella foi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, na Zona Oeste do Rio, unidade conhecida como Bangu 8. O policial militar Antônio Gomes da Silva Neto também foi alvo da operação por porte de arma na casa de um dos investigados.
A Operação Unha e Carne investiga a ligação de agentes públicos com organizações criminosas. O foco central é desarticular uma rede suspeita de utilizar postos de gasolina para a lavagem de dinheiro. Segundo um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a rede movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
O que é a Operação Unha e Carne?
A ofensiva faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal por determinação do STF. As buscas ocorreram em 19 endereços nas cidades de Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu 11 carros de luxo, incluindo uma Mercedes-Benz avaliada em R$ 1,5 milhão. Em uma empresa localizada em Niterói, os agentes encontraram cerca de R$ 800 mil em espécie.
A Justiça determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os envolvidos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.
A operação busca desmantelar o esquema que utiliza postos de combustíveis para movimentar recursos ilícitos. As investigações continuam para apurar o envolvimento de outros agentes públicos citados no relatório do Coaf.
