Discussão por demora em lanche termina com dezenas de motoboys e depredação em condomínio de Vila Velha
Conflito entre morador e entregador após atraso em pedido resultou em danos ao portão e ameaças ao cliente no bairro Santa Paula
Por Redação Diário Local
Uma discussão entre um morador e um entregador por conta da demora na entrega de um lanche resultou em agressões, ameaças e depredação em um condomínio em Vila Velha, na noite desta sexta-feira (11). O conflito ocorreu no bairro Santa Paula e mobilizou dezenas de motoboys que foram até o local após o desentendimento.
O problema começou durante um bate-boca motivado pelo atraso do pedido. De acordo com relatos de entregadores que presenciaram a cena, o morador teria agredido o motoboy. Durante a discussão, o cliente também afirmou ter sido chamado de "passa-fome" pelo profissional.
Imagens registradas por outros entregadores que estavam no local mostram parte do conflito. Um dos entregadores presentes filmava a situação e, após a agressão, convocou outros integrantes da categoria para comparecerem ao condomínio, o que gerou a aglomeração de dezenas de pessoas em frente ao imóvel.
A movimentação resultou em danos materiais à estrutura do condomínio. Homens usando capacetes danificaram o portão de entrada, a cancela e outras estruturas internas. Em uma das situações, um extintor de incêndio foi arremessado contra o vidro de uma loja localizada dentro do condomínio, mas o objeto não chegou a quebrá-lo.
Na manhã deste sábado (12), os moradores precisaram realizar a limpeza e lidar com os reparos necessários. O cliente envolvido na discussão não concedeu entrevista, mas procurou a polícia para denunciar ameaças que recebeu após o episódio.
Entre as mensagens recebidas pelo morador, há menções a uma suposta "tropa dos motoboys", com promessas de retaliação. O conteúdo das ameaças faz referência à ideia de que o caso serviria de exemplo para que a categoria fosse respeitada.
Moradores relataram insegurança e questionaram a responsabilidade pelo pagamento dos prejuízos, que incluem o portão empenado e lixeiras quebradas. Segundo testemunhas, a síndica do condomínio ficou bastante abalada com a situação, diante da impossibilidade de conter o grande número de pessoas.
Questionada sobre o caso, a Polícia Militar (PM) informou que não localizou registros de acionamento referentes à ocorrência durante a noite desta sexta-feira (11).
