Prédio em construção desaba sobre casa e deixa mulher grávida morta em São Paulo
O prédio de 12 andares desabou sobre uma residência na zona leste nesta sábado (12); cinco pessoas seguem desaparecidas.
Por Redação Diário Local
Duas mulheres, incluindo uma gestante, morreram após o desabamento de um prédio de 12 andares em construção sobre uma residência na Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12). O incidente deixou outras vítimas entre feridos e desaparecidos, segundo informações da Defesa Civil Estadual.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado de emergência para a Rua Tequici às 2h01. Durante as buscas nos escombros, uma mulher de aproximadamente 45 anos foi encontrada morta no local. De acordo com as equipes de resgate, a vítima era uma gestante.
Outras duas pessoas foram resgatadas com vida da estrutura atingida: uma menina e um homem. O homem sofreu ferimentos leves e foi retirado debaixo de uma laje. Até o momento, cinco pessoas permanecem desaparecidas, entre elas outras duas crianças.
Segundo relatos de vizinhos, a casa atingida era ocupada por uma família de origem boliviana. O grupo era composto por oito adultos e três crianças, totalizando 11 moradores que estariam na residência no momento do desmoronamento.
O Corpo de Bombeiros confirmou que a obra onde ocorreu o acidente estava sob situação de embargo, embora os detalhes sobre a medida não tenham sido divulgados. As equipes de resgate informaram que não havia pessoas no prédio de 12 andares no momento do desabamento, mas ressaltaram que dois pedreiros costumavam dormir no local.
A Defesa Civil Estadual mobilizou equipes para o atendimento, que conta também com o apoio da Defesa Civil Municipal e da Polícia Militar. O capitão Maxwell Souza, da Defesa Civil Estadual, afirmou que, apesar de chover no momento da ocorrência, não é possível precisar se a chuva foi a causa direta do desabamento.
Pelo endereço da ocorrência, o empreendimento pertence ao Grupo Pedra Viva Construtora. Informações disponíveis no site da empresa sobre a obra não detalham o motivo do embargo, nem apresentam previsão de entrega do edifício.
As buscas por pessoas desaparecidas seguem em andamento na região da Penha. As autoridades ainda trabalham para localizar os demais moradores que podem estar sob os escombros da construção.
